Homens que nunca se apegam: será que um dia mudam?

Há quem acredite que são eles, os homens, que comumente não se apegam, como se as mulheres fossem mais carentes e românticas. Será que é isso mesmo? Entre rótulos, fórmulas e crenças, penso que, especialmente nos tempos atuais, tanto eles como elas têm lá suas defesas e, algumas vezes, costumam ser bem radicais. Mas, convenhamos, é verdade que a nossa cultura ainda abre mais espaço e, de certa forma, compreende mais – pelo menos socialmente – os homens que não querem nada sério, que desdenham do compromisso e, principalmente, do casamento até a morte. No entanto, a pergunta que não quer calar é: até quando ele vai ser assim? Se você acredita mesmo que “pau que nasce torto, morre torto”, vai defender que tipos assim não mudam nunca. Uma vez “sabonete”, sempre “sabonete”. Porém, não acredito totalmente nisso. É claro que pode até ser que os homens tipo George Clooney – um solteiro convicto que já chegou a apostar alguns mil dólares afirmando que nunca mais vai se casar – existam de fato (embora o próprio já tenha sido casado). 

Mas isso não chega a ser necessariamente um veredicto eterno de que eles nunca mais vão se render ao amor, apenas estão defendidos de alguma grande dor. Sim, porque toda vez que adotamos uma postura radical, ainda mais sustentando uma promessa para “todo o sempre”, é porque estamos tentando nos proteger de alguma decepção sofrida e com a qual foi (e continua sendo) muito difícil de lidar. Porém, não se engane. Relacionar-se com tipos assim pode ser uma imensa armadilha. Sei que muitas mulheres quando conhecem um sujeito do tipo ‘impossível’ transformam a conquista numa espécie de desafio (e muitas vezes inconscientemente). Elas acabam acreditando num milagre, isto é, algo dentro delas parece dizer: ‘comigo vai ser diferente, ele vai se apaixonar e me assumir’. 

Em geral, essas mulheres entram no relacionamento dando a desculpa de que também não querem nada sério, de que estão apenas aproveitando o momento. Embora muitas saibam que estão testando seu poder de conquista, é preciso ouvir o que eles dizem no momento presente. Dificilmente os homens mentem sobre não estarem dispostos a se dedicar a um relacionamento (na verdade nunca vi ou ouvi sobre um que tenha repetido durante anos que não queria se casar e, do nada, tornou-se um ótimo marido). Se o discurso continua sendo, mês após mês, de que não quer se apegar e não vai assumir compromisso, é provável que esta seja mesmo uma decisão tomada e que raramente ele vai mudar de ideia (e se mudar, o discurso não será mais o mesmo). 

Por tudo isso, minha dica para as “milagrosas de plantão” é que tomem muito cuidado para não viver de frustração após frustração, cultivando frases do tipo ‘não tenho sorte no amor’, ‘tenho dedo podre para escolher namorados’, entre outras. Em vez de culpar o mundo por sua mania de se envolver com quem não quer se comprometer, que tal parar e se perguntar qual é o gancho dentro de si que está atrelado a esse perfil de parceiro? O fato é que se você vive encantada com quem não quer nada sério, é porque no fundo você também está na defensiva por alguma dor. Mas qual dor e até quando senti-la? E principalmente, o que te impede de buscar ajuda para encontrar recursos a fim de lidar com essa dor e transformá-la em oportunidade real de experimentar um amor bom com espaço para ser vivido até o fim? 

* Rosana Braga é consultora de relacionamento e comunicação do ParPerfeito, palestrante, jornalista e autora de livros como “Faça o Amor Valer a Pena”.

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