CIEE lança campanha: Aprendiz Legal

Movimento de apoio à ampliação de oportunidades de emprego, com qualificação profissional, para jovens de 14 a 24 anos lançado no Dia Internacional do Jovem Trabalhador: 24 de abril

Criar oportunidades de primeiro emprego para os jovens brasileiros, garantindo educação e formação profissional de qualidade. Com esse objetivo, a Fundação Roberto Marinho (FRM), parceira do CIEE no Programa Aprendiz Legal, lança o movimento “Legalize Aprendiz”, 24, (Dia Internacional do Jovem Trabalhador), uma campanha em formato de manifesto para sensibilizar a sociedade sobre a importância de oferecer oportunidades de inserção no mundo do trabalho aos jovens com idades entre 14 e 24 anos.

O movimento “Legalize Aprendiz” será amplamente divulgado, por meio de uma campanha, em TVs, jornais, revistas, rádios, Internet e redes sociais, para ampliar o conhecimento e exigir o cumprimento da Lei Nº 10.097/2000, que determina que empresas de médio e grande porte contratem jovens como aprendizes.

A campanha tem estética e linguagem inspiradas no público jovem, e um rap criado para o próprio movimento e cantado pelo rapper MC Mãe: “A Lei da Aprendizagem tá aí pra ser cumprida. Muita gente só precisa de uma chance na vida.  Se você é empresário pode ser nosso parceiro. Ensinando seu trabalho ajudando um brasileiro. A Lei da Aprendizagem é o que a gente sempre quis. É legal pra sua empresa, é legal para o país. Legalize!”

“O movimento “Legalize Aprendiz” foi criado para que todos saibam como e por que aderir à Lei da Aprendizagem, e estimular seu cumprimento, pois ela proporciona ao jovem melhor desenvolvimento, qualificação e inserção no mundo do trabalho, trazendo benefícios não só para o jovem, mas para o Brasil. Mais do que uma obrigação, a Lei de Aprendizagem é um instrumento de transformação. Além disso, o programa ajuda a descobrir e formar novos talentos para as empresas”, explica Marcelo Bentes, coordenador institucional do programa de aprendizagem Aprendiz Legal.

 Em vigor há 15 anos, a Lei da Aprendizagem determina que as empresas de médio e grande porte tenham pelo menos 5% e, no máximo, 15% de aprendizes no seu quadro de funcionários.

 Visando o cumprimento da legislação, o Ministério do Trabalho e Emprego determinou como meta do Plano Nacional da Aprendizagem Profissional a contratação de 1,2 milhão de jovens até 2015. Hoje as vagas preenchidas por aprendizes não chegam a 30% de todo o potencial de contratações.

 Luiz Eduardo Santos é um dos mais de 195 mil jovens já formados pelo Aprendiz Legal em todo o país.  O jovem, hoje com 26 anos, foi aprendiz de uma empresa global do setor automotivo durante dois anos. Quando o período de aprendizagem acabou, Luiz ingressou na universidade e se graduou em Recursos Humanos, fez curso de inglês e foi contratado durante um ano como assistente de RH. Hoje é analista do mesmo setor na empresa. “Eu brinco que antes minha perspectiva era ser um vendedor numa lojinha de esquina, meu pensamento era limitado à realidade próxima a mim. Hoje minhas perspectivas vão muito além. Sonho em ser diretor”, explica ele, que se orgulha de falar que conseguiu comprar, com o fruto do próprio esforço, um apartamento para os pais.

 Programa Aprendiz Legal – Com quase 70 mil aprendizes em capacitação em todo o País, o CIEE conta com um amplo cadastro de jovens, além de ser uma instituição certificadora, habilitada a ministrar os cursos teóricos de capacitação durante a vigência do contrato de aprendizagem.  O Aprendiz Legal é um programa de inclusão social, que insere jovens no mercado de trabalho, de acordo com a Lei 10.097/00 que obriga as empresas a contratarem cotas de aprendizes. Desde o início de sua atuação em apoio à Lei, em 2003, o CIEE já beneficiou mais de 220 mil jovens.

 DIFERENCIAIS CIEE – A credibilidade das duas instituições parceiras e a capilaridade nacional do CIEE, com 360 pontos de atendimento, em todo o País, são dois dos diferenciais que fundamentam o crescente sucesso do Aprendiz Legal. As empresas contratantes destacam outros pontos positivos: amplo banco de talentos cadastrados no CIEE; metodologia que privilegia a autonomia do jovem; avaliação e acompanhamento do aprendiz e sua família, incluindo apoio de assistentes sociais; constante aprimoramento dos instrutores e qualidade do material didático utilizado na capacitação teórica. “Além disso, fazemos questão de disponibilizar consultores e compartilhar com a empresa a gestão do programa, de forma a garantir a legalidade de todo o processo de capaci­tação”, explica Luiz Gonzaga Bertelli, presidente do Conselho de Administração do CIEE. Informações sobre o programa: www.ciee.org.br.

 Sobre o CIEE – Desde sua fundação, há 51 anos, o CIEE já encaminhou 15 milhões de estudantes para estágio e aprendizagem em 250 mil empresas e órgãos públicos parceiros. Para se ter ideia, o contingente de estagiários é maior do que a população da cidade de São Paulo. A marca confirma o crescente reconhecimento da eficácia do estágio e da aprendizagem em duas importantes frentes: como capacitação prática dos jovens para o mercado de trabalho e como fonte de recrutamento de novos talentos. O CIEE também desenvolve uma série de ações de assistência social, com total gratuidade aos beneficiados e destinadas, em especial, a segmentos em situação de vulnerabilidade social como: Programa de Educação à Distância, Inclusão de Pessoas com Deficiência, Alfabetização para Adultos, Desenvolvimento Estudantil e Profissional, Orientação e Informação Profissional, Orientação Jurídica Gratuita à População Carente (Projur), Cursos Gratuitos de Informática, além de Ciclos de Palestras, Concursos Literários – que estimulam a escrita e a leitura -, Feira do Estudante – Expo CIEE, entre outros.