Servidores do INSS decidem manter greve na Bahia

Decisão ocorreu após assembleia realizada nesta sexta-feira (18).
Servidores aguardam proposta que deve ser avaliada na próxima terça (22).

Os servidores do INSS na Bahia decidiram manter a greve da categoria em assembleia realizada nesta sexta-feira (18), em Salvador. Aparalisação no estado começou há mais de dois meses, em adesão à greve nacional.

Segundo Ricardo Sampaio, coordenador do comando de greve na Bahia, a decisão pela manutenção da greve foi por unanimidade. “Como o governo ainda não apresentou nenhuma proposta escrita, nós decidimos continuar parados”, destacou.

Os servidores aguardam uma proposta oficial ainda nesta sexta-feira para que possa ser dicutida na próxima assembleia da categoria, marcada para a terça-feira (22), na sede do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social do Estado da Bahia (Sindprev-BA), na Avenida Joana Angélica, na capital.

A greve dos servidores foi deflagrada no dia 7 de julho na Bahia. De acordo com estimativa do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social do Estado da Bahia (Sindprev-BA), 92% dos servidores aderiram ao movimento.

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A greve dos servidores do INSS começou no dia 7 de julho na Bahia. De acordo com estimativa do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social do Estado da Bahia (Sindprev-BA), 92% dos servidores aderiram ao movimento.

Das 133 agências no estado, cerca de 70 estão fechadas, segundo o sindicato. E a greve continuará por tempo indeterminado caso não haja negociação concreta com o governo. Todas as sete gerências do estado, localizadas em Salvador, Vitória da Conquista, Barreiras, Juazeiro, Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus e Itabuna, estão paradas.

Os servidores da previdência pedem o mesmo reajuste salarial de 27,3%, reivindicado pela categoria que integram, de servidores públicos federais. Ainda segundo o Sindprev-BA, também são pleiteadas melhores condições de trabalho para os servidores, como a mudança no sistema nacional que determina tempo limite para atendimento.

O Sindprev-BA afirma ainda que a categoria pede que o servidor, antes de ser punido por algum benefício concedido erroneamente, seja investigado por meio de abertura de um processo administrativo. Segundo o sindicato, atualmente os profissionais do INSS são penalizados sem qualquer investigação por parte do órgão.

O sindicato informou que o Governo Federal se comprometeu a reverter as duas medidas, e chegou a formalizar a promessa com a categoria, contudo ainda não houve acordo com relação ao reajuste salarial.

Sobre a negociação, a assessoria de comunicação do INSS informou que não se pronuncia sobre o processo de negociação com as entidades de classe, que é conduzido pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

O INSS também afirmou ter empreendido esforços para orientar as unidades e a Central de Teleatendimento 135, para reagendamento de serviços dos segurados que não são atendidos devido ao movimento de paralisação. O reagendamento pode ser realizado pelo telefone, com exceção de alguns casos, que devem aguardar o fim da greve.