Cemitério do Kadija vai exumar 200 corpos

 

Inaugurado oficialmente em 1988, o Cemitério do Kadija vem enfrentando grave problema de superlotação. Esse cemitério público está dividido em alas masculina, feminina e infantil. Atualmente, há apenas 48 vagas disponíveis para covas masculinas, 77 para as femininas e 171 para os corpos de crianças. Segundo a Secretaria de Serviços Públicos, o Cemitério atingirá sua capacidade máxima em menos de 60 dias, caso nenhuma medida seja tomada.

Por isso, será feito um deslocamento de restos mortais para um ossário construído dentro do Cemitério, espaço que tem capacidade para 480 corpos. O procedimento já estava previsto no Código de Posturas, que rege o funcionamento dos cemitérios públicos, desde 1993, mas ainda não havia sido colocado em ação. De acordo com esse mesmo Código, todos os corpos enterrados no cemitério público podem ficar por até 48 meses nas covas. Após esse período, a Prefeitura poderá colocar os restos mortais da pessoa enterrada em uma gaveta, dentro de um ossário, mediante uma taxa anual a título de aluguel.


Ossário do Cemitério Kadija

 

Exumação e mudança de local – O critério para exumação dos corpos e retirada da ossada para o novo local será o tempo de sepultamento, ou seja, os corpos enterrados há mais tempo serão retirados primeiro. Os corpos exumados serão colocados em um saco específico, adquirido pela Prefeitura, por meio de licitação já aprovada, no qual será identificado o responsável pelo corpo, o número do auto de sepultamento, a data de nascimento e de falecimento da pessoa, bem como o tempo em que o corpo foi enterrado. Além disso, haverá identificação de cada corpo exumado no ossário.

Nesse primeiro processo, serão exumados 200 corpos. A lista com os nomes de cada um deles será divulgada previamente pela Secretaria de Serviços Públicos em jornais de grande circulação no país e nos principais veículos  de comunicação locais, incluindo o site da Prefeitura. Após a divulgação da lista, haverá um prazo definido para exumação dos corpos e, posteriormente, a mudança de local. “Esperamos que o conquistense compreenda a situação, que é de emergência. Esse não é um problema ocasionado por esse Governo, mas queremos solucionar essa situação. Essa é a única forma de garantir que o Cemitério continue atendendo a população, sobretudo, a mais carente, que depende desse serviço público”, declarou Deocleciano José de Souza Filho, coordenador de Serviços Básicos, Iluminação Pública e Posturas.