Criança colombiana recebe sangue de doador brasileiro

Procedimento era inédito no Brasil.

Menina tem tipo sanguíneo raro, e precisou recorrer a países vizinhos para encontrar doador.

Pessoas com fenótipo Bombaim, como a criança colombiana, apresentam uma mutação genética rara no sangue

A partir de cooperação inédita entre Brasil, Colômbia e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), uma menina colombiana de um ano e oito meses pode fazer uma transfusão com o sangue doado por um jovem brasileiro.

Como na Colômbia não havia doadores compatíveis com o tipo sanguíneo raro da menina, o Bombaim, foi preciso recorrer às nações vizinhas.

A Opas intermediou a transação do material entre os dois países e financiou o procedimento. A transfusão ocorreu na última quarta-feira (12).

Fenótipo Bombaim

Pessoas com fenótipo Bombaim, como a criança colombiana, apresentam uma mutação genética que faz o genótipo A, B ou AB expressarem o fenótipo O. Isso significa que esse indivíduo “falso O” só pode receber sangue de alguém com o mesmo fenótipo.

Na Índia, onde se descobriu esse efeito, a proporção de afetados é de 1 em cada 10 mil pessoas. Já na Europa, as chances são bem menores, de 1 em cada 1 milhão.

O grupo “OPS Amigos de Sangre” no aplicativo WhatsApp, no qual ocorrem as discussões sobre a necessidade de doadores, foi criado informalmente em abril, durante reunião regional em Brasília para definir e estabelecer por consenso os diferentes tipos de doação de sangue e hemocomponentes existentes na Região das Américas.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

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