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Em entrevista Dilma fala em ‘dialogar’,

 

A primeira entrevista à TV depois da reeleição da presidente Dilma Rousseff, na noite desta segunda-feira (27) à Rede Record, foi marcada pela acidez da petista ao responder aos questionamentos da jornalista Adriana Araújo. Dilma respondeu principalmente sobre os problemas econômicos e os escândalos da Petrobras. A presidente repetiu parte do seu discurso realizado ontem à noite. Falou sobre ‘dialogar com todos os setores’, mas transpareceu incomodada com a imprensa.

Dilma e o PT foram alvos da revista Veja durante o processo eleitoral com denúncias de corrupção, principalmente na Petrobras. Sobre o caso, a presidente reforçou que irá investigar os envolvidos. “Vou investigar e me empenhar, doa a quem doer, a todas as questões relativas a esse caso e deixarei tudo às claras qualquer outro caso. Tenho uma indignação ao que fizeram nessa última semana de campanha. Eu tenho uma trajetória política e integral dedicação à coisa pública. Jamais na minha vida houve uma única acusação e não vou deixar que essa acusação passe após as eleições”, reforçou.

A presidente ainda disse ouvir o recado as urnas na eleição mais acirrada desde o período democrático. Afirmou que vai trabalhar por mudanças e reformas e agregar as pessoas, referindo-se ao discurso da oposição de que sua campanha dividiu o país. “Agora é a hora de todos nos unirmos para garantir um futuro melhor para todo o país. Eu tenho a certeza que esse sentimento, mesmo com posições diferentes, vão desaguar em um ponte para garantir que o nosso país cresça e mantenha esse nível baixo de desemprego, combata a inflação, abra o diálogo amplo com todas as forças produtivas e sociais e o setor financeiro. A partir de agora é de construção de pontes e não de buscar a diferença entre as pessoas”, afirmou.

Em relação à economia brasileira e o primeiro dia após sua reeleição em que a bolsa de valores teve queda com dólar alto, a presidente disse que vai dialogar com todos os setores, ouvir as demandas, listar e após fazer propostas. Preferiu nãos e comprometer em divulgar as ações econômicas para o próximo ano, mas garantiu que o povo brasileiro terá um ano mais ‘calmo e tranquilo”.

A petista também se esquivou em relação aos seus ministros e disse que não é o momento ara tratar do assunto. Prefere ouvir todos os setores antes para depois definir. “Não tente especular que não direi como farei. Estou no meu segundo dia após a eleição. A hora é arregaçar as mangas e trabalhar, discutir com todos os setores. Não quero segregar ninguém. Está cedo ainda”.

A presidente ainda citou a região Nordeste na entrevista. Ao ser questionada sobre sua derrota no estado de São Paulo, Dilma disse não entender como a crise no abastecimento de água não definiu a eleição. “Fico pensando como é possível a gente ficar olhando só detalhes dessa eleição. Você poderia me perguntar por que tive 11 milhões de votos de diferença no Nordeste. Em São Paulo estamos enfrentando uma crise água. Até às vésperas do primeiro turno ninguém tocava nesse assunto, a não ser a oposição. Se fossemos governo da situação nós seriamos criticados diariamente. Me explica como e por que uma crise dessa não influencia uma eleição? Só acho que ela não foi iluminada”, questionou.

Em um recado ao povo brasileiro, Dilma Rousseff disse que o país será ‘mais moderno, produtivo e que valoriza o trabalho, o empreendedor, que cuida dos pobres, das mulheres, dos negros e dos jovens’. “Com foco fundamental na educação, cultura, ciência e inovação. Para isso ocorrer temos que nos dar as mãos de forma conjunta. Isso não significa que as pessoas abandonem aquilo que acreditam. Precisamos fazer uma ponte”, finalizou.