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Começa campanha Escutar é Proteger de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes

Texto e fotos: Secom PMVC.

Com o tema “Escutar é Proteger”, a Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) deu início nesta quarta-feira (18) à campanha municipal de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. A cerimônia aconteceu no auditório do Cemae e contou com a presença de autoridades públicas e atores da rede de proteção à infância e à adolescência do município.

O titular da Semdes, Michael Farias, representou a prefeita Sheila Lemos no evento e falou sobre o objetivo da campanha:“Chamar a atenção da comunidade também para a necessidade de denunciar, diante de situações em que há a ocorrência da violência sexual. Mas principalmente também chamando a atenção dos órgãos públicos sobre a necessidade de que essa escuta seja uma escuta qualificada, de acordo com as diretrizes que estão previstas na Lei da Escuta Protegida”.

Michael também lembrou que, neste aspecto, Vitória da Conquista tem sido uma referência nacional na região Nordeste pela implementação da lei, a partir da iniciativa do Complexo de Escuta Protegida.

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Já o promotor da Infância e Juventude, Marcos Coêlho, lembrou que essa luta deve estar presente nos diversos segmentos, inclusive na população. “Torna-se necessário informar e capacitar toda a rede do município, seja na área da saúde, na área da educação, na área social. Mas torna-se mais importante ainda educar a população, a comunidade de Vitória da Conquista, de que quando uma criança é vítima de violência sexual, não cabe nem à família, nem às pessoas próximas quererem se imiscuir, saber como ocorreu, a forma que ocorreu, porque isso emocionalmente traz muitos danos pra criança”, explicou o promotor.

Conhecimento que protege

Participante do evento, Jamile Vitória Gonçalves, de 16 anos, é usuária do Cras 3 (Pedrinhas) e membro do Núcleo de Cidadania de Adolescentes (Nuca). De acordo com ela, foi após participar dos trabalhos educativos desenvolvidos pelos dois órgãos, que passou a identificar atos de abuso sexual. “Vim entender o direito das crianças e adolescentes e sobre essas coisas de abuso sexual, que eu não sabia que muitas vezes, que muitas meninas – e eu já vi, sou testemunha viva – já passaram por várias coisas desse tipo”, confessou. Por isso, ela enfatiza a importância da campanha: “Pra outros jovens terem esse conhecimento e não passarem pelas mesmas coisas que eu vi já muita gente passando.”

Palestra – Após a solenidade, o público assistiu à palestra do educador Roberto Sousa, mediador do Diálogos ConVerGentes e consultor do projeto “Crescer sem violência”, iniciativa da Fundação Roberto Marinho, Selo Unicef e Childhood Brasil. Ele lembrou que Vitória da Conquista foi um dos cinco municípios brasileiros escolhidos para implementação piloto da Lei de Escuta Protegida, e por isso esse debate está em franco amadurecimento no município.

“O nosso desafio, na condição de atuantes na temática de proteção integral à infância e à adolescência, é trazer alguns aspectos que possam contribuir para que essa rede possa se consolidar, fortalecer ainda mais a sua consciência a respeito do valor da escuta. Nesse sentido, nossa proposta é trazer um pouco de uma reflexão sobre a importância do diálogo, da palavra, como a palavra adquire sentido na nossa prática social”, disse Roberto Sousa.

Também participaram da cerimônia a secretária municipal de Saúde, Ramona Cerqueira; o vereador Nildo Freitas, representando a Câmara de Vereadores; a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Lêda Freitas; a delegada do Núcleo da Criança e do Adolescente da Polícia Civil, Rosilene Moreira; a representante dos Conselhos Tutelares de Vitória da Conquista, Poliane Santana; a coordenadora da Rede de Atenção e Defesa da Criança e do Adolescente, Carla Mascarenhas; e a coordenadora do Núcleo de Prevenção e Monitoramento da Violência nas Escolas, da Secretaria Municipal de Educação, e articuladora do Selo Unicef, Polímnia Cassimiro.