Arraiá da Conquista começa com show de forró e quadrilha junina na praça

Texto e imagens: Secom PMVC.

Os toques da sanfona, do triângulo e da zabumba voltarem a ecoar no Arraiá da Conquista. A partir desta segunda-feira (13), a Praça Nove de Novembro, se transforma em um grande espaço de celebração da cultura nordestina. É o início do Arraiá da Conquista, que retorna depois de dois anos suspenso por causa da pandemia.

Depois de dois anos de silêncio forçado, devido à pandemia da Covid-19, a tradicional “santíssima trindade do forró” – sanfona, zabumba e triângulo – voltou a soar na região do centro comercial de Vitória da Conquista. O Arraiá da Conquista começou no final da tarde desta segunda-feira (13), dia de Santo Antônio, na Praça 9 de Novembro, com as apresentações da banda Baião de Dois e do grupo de quadrilha junina Marujos do Abdias.

A programação de hoje foi transmitida ao vivo pela Rádio Clube FM, parceira da Prefeitura no evento. Graças a essa parceria, a Clube FM também deve transmitir – inclusive no YouTube – os shows que ocorrerão no palco do Centro Glauber Rocha, entre os dias 23 e 26.

Com isso, o evento junino conquistense poderá ser apreciado por uma população estimada em 2,5 milhões de pessoas, espalhadas por 114 municípios do sudoeste baiano, da Chapada Diamantina e do norte de Minas Gerais, que têm acesso ao sinal da Rádio Clube FM.

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Nesta terça-feira (14), a Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer(Sectel) responsável pela programação, anunciará no Diário Oficial do Município os nomes das atrações selecionados por meio de edital de chamamento público. Alguns desses artistas já começam a se apresentar na Praça 9 de Novembro no mesmo dia. A programação do evento segue até o dia 26, incluindo ainda os distritos, nos dias 23 e 24.

Segundo o coordenador de Cultura da Sectel, Alecxandre Magno, a principal expectativa do Arraiá da Conquista é reunir os interesses da população em se divertir após dois anos em casa e dos comerciantes, em reforçar a renda num momento em que a economia atravessa uma crise.

“Vimos a movimentação do comércio. Essa festa é maravilhosa. Nós vimos essa alegria desde que começamos a colocar as bandeirolas nas ruas. E a cereja do bolo, agora, é ver o povo sentado, ouvindo, e também dançando e arrastando o pé”, disse o coordenador.

É bom retomar a festa

Em meio à movimentação de pessoas pelas lojas convencionais e pelas barraquinhas de guloseimas típicas do São João, muita gente parou para ver as apresentações do grupo Baião de Dois e da quadrilha Marujos do Abdias. Foi o caso do aposentado Ivael Nascimento, de 74 anos. Depois de fazer compras, ele se sentou numa das cadeiras disponibilizadas sob a cobertura e acompanhou o show de forró. Prestou especial atenção ao sanfoneiro – afinal, ele diz que ele mesmo costuma tocar sanfona de forma amadora, em festas familiares.

“É bom retomar a festa, porque senão a gente fica muito triste. Os dois últimos anos foram muito quietos”, observou Ivael, referindo-se aos cuidados necessários para que fosse combatido o avanço do coronavírus, incluindo a suspensão de eventos públicos em 2020 e 2021.

Já devidamente vacinado com as três doses, Ivael pretende apreciar também as atrações que vão se apresentar no Centro Glauber Rocha. “Lá, são os derradeiros dias da festa. A gente tem que estar dentro”, afirmou.

Cultura nordestina

A retomada das festividades também foi mencionada pelo casal Marcos e Fátima Giallorenzo, que veio de Salvador para passar três dias em Vitória da Conquista. Segundo Marcos, que trabalha como agricultor, o objetivo da viagem foi visitar um familiar. Mas eles encontraram tempo para ir ao centro da cidade e dançar forró no Arraiá da Conquista – inclusive, fazendo selfies enquanto dançavam, e enviando os registros para os amigos que estão na capital baiana.

“Isso é ótimo, faz parte da cultura nordestina”, elogia Marcos. Para Fátima, que é engenheira civil, a festa também chega para resgatar o que não pôde ser feito nos últimos dois anos. “É um resgate da liberdade que a gente viveu antes da pandemia”, diz, ressaltando que, ainda assim, é necessário manter certos cuidados: “Ainda não estamos cem por cento. Mas já saímos do desespero”.