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“Deus é!” Espaço do leitor

Nas imensas e insondáveis estradas da vida, homens e mulheres buscam forças para se manterem na luta contra as tentações.
Da parceria, resultou a família, divino educandário das almas.
Cada um cedeu de si seus tesouros íntimos.
A força do trabalho dele.
A paciência dela.
O intelecto arrojado do varão.
O sentimento delicado da varoa.
A impetuosidade do guerreiro e a delicadeza da artista, da tecelã.
O caçador indômito e a cozinheira cuidadosa.
No pensamento dele, o plano de guerra, o combate contra os adversários, a disputa bélica. No coração dela, os cuidados com a prole, a educação doméstica, a limpeza do lar.
Nele, o grito de guerra.
Nela, o silêncio da oração.
Não houve homem algum que tenha avançado nas trilhas da vida sem o apoio feminino na retaguarda. Seja a genitora, que desapareceu nas voragens do tempo e aparentemente foi deletada da memória dos filhos, ou a companheira eleita, que ficou na janela do castelo, aguardando o regresso triunfante do parceiro.
As lendas correm o mundo desde a antiguidade. As Amazonas, lendárias guerreiras que teriam vivido na velha Ásia, na região da Sarmácia, optando por criar uma civilização inteiramente desprovida de homens, admitidos apenas em certas épocas do ano para procriação, e quando os descendentes vinham ao mundo os meninos eram imediatamente eliminados, preservando-se tão somente as futuras guerreiras e exímias cavaleiras. Mas viver sem parceria, impossível.
No reino animal encontramos sempre o acasalamento como manifestação primária do amor. A força do leão, subjugando a leoa, que caça para alimentar o macho alfa. A aranha fêmea e o louva-deus, ambas a devorarem o parceiro após o acasalamento, se nutrindo de substâncias preciosas para o período gestacional.
Entre homens e mulheres, a evolução foi retirando esses comportamentos destrutivos e amadurecendo os sentimentos para a parceria entre os cônjuges diante dos filhos. O cuidado extremo com os vulneráveis, o aleitamento materno, a vigilância e o provedor por perto, garantindo segurança na estrutura da família, que custa a cada um de nós crer que estamos a atravessar tempos de noticiário macabro em torno de feminicídios cruéis, estupros violentos e extermínio da mulher pelo homem, atendendo caprichos do ego ou manifestações do ciúme doentio.
O avanço das legislações, que arrancou a mulher de sua inferioridade social, o abrandamento de costumes e culturas em diversos países, onde ainda persiste o menosprezo e a desconsideração em torno do sexo feminino, seja na vida social ou no campo da religião instituída.
Eras e mais eras foram vencidas, onde o arbítrio masculino prevaleceu, como se o espinho fosse mais valioso que a rosa.
Ela, a vestal. Ele, o sacerdote.
Ela, mercadoria. Ele, o mercador.
Ele, o proprietário. Ela, sempre a propriedade.
Desde a Revolução Francesa, ocorrida em julho de 1789, as mulheres se fizeram protagonistas de uma célebre rebelião na data de 05 de outubro do mesmo ano, empunhando nas mãos objetos de cozinha, a protestarem contra a escassez de víveres e miséria material que tomava conta da França, obrigando a história a se curvar à sua força.
Quando esteve nos cenários tristes da Judéia, Ele teve muitos momentos entre elas. Suas seguidoras se fizeram expoentes da mudança que a mensagem veio provocar no mundo.
Jesus foi e prossegue sendo o maior feminista da história. Reergueu muitas das quedas morais impostas pelos parceiros cruéis. A todas, deu orientações e sugeriu diretrizes que permanecem vivas nas páginas dos séculos.
Estás na condição masculina? Respeita e reverencia a mulher que marcha contigo.
Estás na condição feminina? Auxilia tua família ou teu parceiro eleito para que debaixo de teu teto reine a harmonia e a felicidade.
Somente nos alicerces da legítima fraternidade e parceria poderás construir tua ventura, arrastando os indivíduos para a consolidação da sociedade justa e equilibrada que todos nós ansiamos desde ontem, atravessando o hoje.
Deus não é macho ou fêmea.
Deus é!


Marta
Salvador, Abriu.2024
(Psicografia Marcel Mariano)//Enviado por Márcio Higino.