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Reflexões: Se chegaste até aqui, com Jesus podes ir um pouco mais adiante…

Imagem Arquidiocese de São Paulo

Em trânsito pelos caminhos terrestres, a cada dia tua capacidade de observação se aguça, oferecendo aos teus raciocínios largo material de observação.
Parece, ao teu olhar, que a humanidade desandou, não obstante tanta cultura. A agressividade campeia desenfreada, qual incontrolável potro em campina sem fim. Escasseia a paz, fazendo com que os homens se armem, uns contra os outros. O discurso não se faz coligado com a prática.
Diante de alguns dias de sol abundante, seguem-se horas intermináveis de nuvens escuras, despejando sobre os lares aguaceiro devastador.
A segurança parece ser uma grade forte, fios eletrificados e monitoramento dos passos alheios, deixando entender que todo mundo é suspeito, até prova em contrário.
Tens a impressão que a cultura avançou sob as rodas de um veículo ligeiro, mas a ética vem muito longe, caminhando lentamente ao lado de um muar cansado.
Tantos livros e bibliotecas e incontáveis analfabetos!
Campos fartos e fome nas metrópoles.
Lojas abarrotadas de artigos de vestuário e cada dia tens notado mais corpos desnudos.
A medicina proclama seus avanços admiráveis e milhares tombam sob o contágio de enfermidades cruéis.
Tantos templos religiosos e a descrença reinando solta nas consciências.
Discursos espiritualistas e condutas materialistas.
Ufanias em conquistar outros orbes, e o planeta de morada se agitando nas convulsões violentas, tentando o reequilíbrio de seus ecossistemas.
Cartas e leis admiráveis em torno dos direitos humanos, e por toda parte a indiferença, o abuso e a invasão desses direitos, fazendo do outro simples estatística.
Pessoas adultas sem nome.
Homens e mulheres andando na praça com seus animais de estimação, enquanto os genitores estão em abrigos da terceira idade, mergulhados na dolorosa saudade dos afetos.
Fala-se em luz, em claridade abundante, em ruas iluminadas pelos néons e leds de alta tecnologia, mas muitos transeuntes estão em densas sombras íntimas.
O riso no palco e o choro convulsivo na coxia.
A gargalhada estridente no cinema ou no show da celebridade, e logo após a agonia íntima, arrastando o ser para o paroxismo das emoções em desgoverno.
Notas que de uma sociedade esquelética pela fome, outrora, somos agora a comunidade dos obesos.
Ou muito agito ou muita paralisia. Som muito alto. A conversa ao celular é quase aos gritos.
Quem realmente somos, tens te perguntado?
Que estamos fazendo do que nos fizemos?
Ainda cabe Jesus no coração da criatura humana?
Qual o resultado de dois mil anos de cristianismo?
Buscas, então, refúgio numa nesga da natureza, um lugar à parte desse burburinho quase enlouquecedor e tentas obter alguns momentos de silêncio, refazendo teu inquieto mundo interior.
Ora.
Silencia.
Medita.
Recorda o Divino Amigo, em ouvindo novamente a severa advertência: no mundo somente tereis aflições!
Sim, Ele também atravessou um tempo parecido com esse, em proporção numérica menor, mas as agonias eram as mesmas, as buscas, as ilusões…
Adestra tua paciência.
Acalma teus raciocínios.
Testa tua resiliência.
Talvez não tenhas notado que muita gente em torno de teus passos se inspira em tua conduta, imita teu verbo e só está de pé porque conta com teu auxílio.
Em nome de Deus, não remova a esperança destas almas! Algumas já perderam tudo e só estão na estrada comum por causa de tua resistência a esse convívio difícil dos tempos modernos.
Se chegaste até aqui, com Jesus podes ir um pouco mais adiante.
Alguma dúvida?


Marta. (Psicografia Marcel Mariano). Enviado por Márcio Higino. Espaço do leitor.