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Cuidado com as armas de fogo

PMVC

O presidente do SINDESP/DF defende que quanto menos armamento em circulação nas ruas, menor será o índice de criminalidade
A violência urbana está intimamente ligada aos armamentos ilegais. As campanhas de recadastramento e recolhimento de armas, realizadas pela Polícia Federal, indicam isso. Quanto menos armas nas ruas, há menos violência. A maioria dos crimes é cometida por pessoas portadoras de armas ilegais. Assaltos, sequestros e roubos envolvem, geralmente, armas sem registro algum.Segundo o presidente do Sindicato de Segurança Privada, Sistemas de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transportes de Valores do Distrito Federal (SINDESP/DF), Irenaldo Pereira Lima, este é um problema estrutural e que deve ser combatido. “As armas ilícitas geram violência e a sua proliferação deve ser evitada pelo Estado de todas as formas, de modo a garantir um padrão razoável de segurança para a sociedade”, afirma.

Irenaldo defende que armas de fogo em casa não são uma forma eficiente de proteção e aumentam a possibilidade de acidentes domiciliares. “A maioria dos homicídios causados por armas de fogo não são fruto de assaltos, mas sim de brigas comuns. A pessoa que se vê ameaçada por um criminoso armado precisa ser muito bem treinada para conseguir utilizar a arma de maneira defensiva”, explica.

A falta de cautela das pessoas com assuntos relacionados à segurança é um fator que promove o avanço das armas ilegais. Em casos de assaltos, por exemplo, o presidente alerta para que a população não reaja e nem faça movimentos bruscos. “O disparo de uma arma é muito rápido. Qualquer movimento, que assuste ou desperte no bandido a sensação de ameaça é o tempo suficiente para que em questão de segundos sejam disparados vários tiros contra a vítima. Por isso, é sempre bom alertar que em situações que envolvam arma de fogo ou arma branca, não se deve reagir”, ressalta Irenaldo.

“As ações afirmativas são necessárias para combater a violência. Entretanto, elas devem vir acompanhadas da sensibilização das pessoas. É válido que todos saibam que a conivência ou a aceitação de pequenas irregularidades é o primeiro passo para a violência extrema”, finaliza o presidente.