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Brasil, o celeiro do mundo

Programa de rádio “Café com a  Presidenta”, com a Presidenta da República, Dilma Rousseff

Rádio Nacional, 18 de fevereiro de 2013

Luciano Seixas: Olá, bom dia! Eu sou o Luciano Seixas e começa agora mais um Café com a Presidenta Dilma. Bom dia, presidenta!

Presidenta: Bom dia, Luciano! E bom dia para você que nos acompanha aqui no Café!

Luciano Seixas: Presidenta, não sei se a senhora viu o enredo da escola de samba campeã do Rio de Janeiro. A Vila Isabel tratou de um tema muito importante para nós: Brasil, o celeiro do mundo. Então, eu queria aproveitar para conversar com a senhora sobre agricultura brasileira.

Presidenta: Olha, Luciano, eu vi, sim, o enredo da escola de samba  campeã e, Luciano, é um prazer conversar com você sobre o tema da escola: o Brasil, celeiro do mundo. Principalmente porque eu tenho ótimas notícias para contar para  vocês. Nossa produção de grãos esse ano, Luciano, para você ter uma ideia, vai ser a maior da história do país. Nós vamos chegar a 185 milhões de toneladas. Isso, Luciano, sem contar os outros alimentos que chegam à nossa mesa produzidos pela nossa agricultura, que são as verduras, as frutas, as carnes, o leite, o café e o açúcar. Essa produção de grãos recorde, Luciano, é resultado da dedicação dos nossos agricultores e do clima e do solo que nós temos aqui no Brasil. O governo federal deu apoio à produção de alimentos, ampliando o crédito, reduzindo o custo dos financiamentos e, ao mesmo tempo, Luciano, através da Embrapa, nossa Empresa Brasileira de pesquisas Agropecuárias. Não sei se você lembra, Luciano, nessa safra, o governo brasileiro colocou R$ 115 bilhões para financiar o agronegócio e também colocou R$ 18 bilhões só para a agricultura familiar. Veja você: é um valor significativo que está à disposição dos nossos agricultores, dos pequenos, dos médios e dos grandes agricultores.

Luciano Seixas: E a procura por esse crédito está grande, presidenta?

Presidenta: Está sim, Luciano. Para você ter uma ideia, estamos no meio  da safra e os nossos agricultores já tomaram R$ 72 bilhões para financiar o custeio da produção e os investimentos. O custeio, Luciano, é o dinheiro que o agricultor ou a empresa agrícola usa para quê? Para preparar a terra, para comprar sementes, para comprar os fertilizantes e, depois, para fazer todo o processo de colheita. Já o crédito para investimento é usado, por exemplo, para construir sistemas de irrigação, para construir silos e também, uma coisa muito importante, Luciano, para comprar máquinas agrícolas. Tudo isso vai significar mais tecnologia no campo e o resultado, Luciano, é que temos hoje uma das agriculturas mais eficientes e modernas do mundo. A cada ano, os nossos agricultores têm procurado mais e mais crédito para modernizar a produção e para melhorar as condições do trabalho no campo. São, por exemplo, as colheitadeiras, os tratores, as carretas e os pivôs de irrigação. Sabe, Luciano, eu estive no Show Rural, organizado pela Coopavel, lá em Cascavel. Essa feira, Luciano, ela é justamente uma feira para mostrar toda a produção de máquinas e equipamentos agrícolas de várias tecnologias para o produtor. São eventos como esse, Luciano, que mostra a força da nossa agricultura. Só nesta safra, que ainda está pela metade, o agronegócio já tomou emprestado R$ 13,5 bilhões para a modernização das suas propriedades. Veja só, apenas os
empréstimos do BNDES para compra de equipamentos agrícolas cresceram 24% em relação à safra passada.

Luciano Seixas: Presidenta, me diga uma coisa, os agricultores familiares também têm acesso a esse crédito do governo?

Presidenta: Claro que sim, Luciano. Veja só, o Plano Safra da Agricultura Familiar, o Pronaf, já liberou, somente nesta safra, R$ 6 bilhões para a compra de máquinas e para projetos de infraestrutura nas propriedades. O dinheiro, Luciano, é usado para recuperar a terra, para organizar pomares, para construir sistemas de irrigação, para comprar resfriadores de leite e até para comprar tratores e pequenas carretas para o transporte da produção. Inclusive, Luciano, recentemente, eu visitei uma cooperativa de produtores de leite lá no Paraná, em Arapongas, e fiquei muito impressionada com a qualidade técnica e todo o cuidado que é empregado na produção do leite e na sua distribuição. Os agricultores familiares, Luciano, contam também com ações do governo federal, que são estratégicas, como o Programa de Aquisição de Alimentos, o chamado PAA, para garantir a compra de sua produção. Além disso, 30%, Luciano, dos recursos que são usados para garantir a merenda escolar no Brasil inteiro podem ser usados pelas prefeituras para comprar, diretamente da agricultura familiar, os produtos para a merenda escolar. Hoje, sete em cada dez municípios brasileiros, para você ter uma ideia, Luciano, é muito importante isso, sete em cada dez já compram uma parte de sua merenda escolar direto da agricultura familiar. E queremos que esse número cresça ainda mais. Com isso, não só as nossas crianças, os nossos jovens serão beneficiados, mas aumentará a renda do agricultor e isso significará melhores condições de vida para as suas famílias e isso também fará girar a roda da economia nos municípios do interior do Brasil.

Luciano Seixas: Presidenta, a conversa está boa, mas, infelizmente, o nosso tempo hoje chegou ao fim.

Presidenta: Olha, Luciano, antes de terminar hoje, eu queria mandar um abraço especial para todos os agricultores e para todas as agricultoras do nosso país. E eu quero dizer que nós estamos juntos nessa luta com vocês. O meu governo não vai deixar faltar apoio e vai aumentar, cada vez mais, o crédito para a agricultura brasileira, porque o trabalho de vocês é fundamental para o crescimento de nosso país. Uma boa semana para os nossos ouvintes, para os nossos agricultores e para você, Luciano!

Luciano Seixas: Obrigado, presidenta. Você que nos ouve pode acessar o Café com a Presidenta na internet, o endereço é www.cafe.ebc.com.br. Nós voltamos na próxima segunda-feira. Até lá!