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Moradores denunciam abandono do Conveima I

PMVC

 

Moradores haviam feito movimento na porta da Prefeitura. Em outras ocasiões em locais públicos onde o Prefeito apareceu para inaugurar obras.

Texto e fotos: ASCOM CÂMARA

Na sessão ordinária desta sexta, 5, moradores do bairro Conveima I utilizaram a tribuna para denunciar os problemas enfrentados na localidade, especialmente a falta de asfaltamento. Na última quarta-feira, eles fizeram um protesto na Prefeitura e na própria Câmara reivindicando o atendimento de suas demandas.

Eduardo Silva Santos

Eduardo Silva Santos

O morador Eduardo Silva Santos, popularmente conhecido como Jacó, negou que o protesto realizado pelos moradores na última quarta teve motivação política. “Tenho 24 anos de idade e 24 anos que moro no Conveima. Os senhores eu conheço em época de eleição e, é a segunda vez que eu tô vendo os senhores aqui, porque eu nunca vi vocês no nosso bairro”, afirmou.

Segundo Jacó, o bairro tem mais de 40 anos e “nunca foi assistido pelo poder público”. Ele afirmou que o bairro possui apenas uma escola municipal e um posto de saúde. “Viemos reivindicando o asfalto para o nosso bairro. Toda vez que questionamos o asfalto do nosso bairro sai nota emitida da Prefeitura que estão fazendo duas vias perimetrais. A população não é boba. A população sabe que essa via perimetral faz parte de um projeto da extensão da cidade”, falou. Ele afirmou que a população deseja a pavimentação das demais ruas. “Nós vemos bairros com 10 anos de existência com ruas totalmente asfaltadas”, reclamou, ressaltando que o Conveima tem mais de 40 anos e nenhuma rua asfaltada.

Ele lembrou que, em 2013, a demanda do asfalto do Conveima entrou no Orçamento Participativo. “Disse [a Prefeitura] que a partir daquele momento, seis meses depois teria asfalto em todos os corredores. Eu peço que os senhores peguem seus carros e vão lá ver se tem algum corredor de ônibus asfaltado. Não tem uma rua pavimentada”, detalhou.

O morador lamentou não ter sido recebido, ao lado de outros moradores, pelo prefeito na última quarta. Jacó informou que já foi encaminhado à Prefeitura dois ofícios com as demandas, mas o secretário de Governo não nos atendeu.

Tereza Sousa

Tereza Sousa

Tereza Sousa, moradora há quase 40 anos no Conveima I, ratificou as reivindicações de Jacó. “O Conveima tá na poeira. Mas tem bairro aí calçado, que eu sei”, falou. Segundo ela, com a proximidade das eleições, crescem as promessas. “Nós não aguentamos mais. Nós queremos que o Conveima seja asfaltado”, falou.

O vereador Florisvaldo Bittencourt disse ser justa a cobrança. “População que se organiza, cobra e exercendo papel de formação cidadã”. Esclareceu que historicamente os loteamentos eram montados de forma clandestina. Afirmou que ao assumir o governo, os loteamentos como o Alta Cidade, Panorama, Nossa Senhora Aparecida, Miro Cairo, Henriqueta Prates, Conveima I e II, Renato Magalhães estavam sem estrutura, citando também o Kadija e Vila da Conquista. “Tarefa difícil recuperar de uma vez só. A comunidade tem o direito de exigir, mas as vezes o poder público tem escassez dos recursos”. Afirmou que não existe verba de R$ 10 milhões para asfaltamento do bairro. “Nenhum recurso nessa cidade é aplicado sem passar pela CMVC”. Acrescentou que os recursos aprovados foram os que estão sendo aplicados na Perimetral e há um projeto de financiamento da Caixa, para posteriormente, ser aprovado pela CMVC.

O Líder da bancada de oposição na Câmara, Arlindo Rebouças (PSDB) lembrou que não é a primeira vez que os moradores do Conveima se mobilizam para reivindicar melhorias para a comunidade. “A pavimentação é um problema antigo daquela comunidade. Uma farmácia não pode ser colocada no Conveima porque não tem pavimentação e esse é um requisito para se implantar uma farmácia”, explicou Arlindo. Ele disse ainda, que a administração pública tem liberado abertura de loteamentos sem a mínima infraestrutura. “Temos vários loteamentos antigos sem pavimentação”. Ele finalizou parabenizando a comunidade porque só ganha quem se mobiliza, “tem que brigar porque se não as coisas não chegam”.