fbpx

Saiba mais sobre a febre amarela

PMVC

 Entenda os tipos, os sintomas e como se prevenir da doença infecciosa

A febre amarela é uma doença transmitida pela picada de um mosquito contaminado e pode ter duas variações: a silvestre e a urbana. A primeira, como o próprio nome já indica, é transmitida através do mosquito contaminado na mata. A transmissão da febre amarela silvestre é maior entre o mosquito e outros animais, principalmente macacos, e pode eventualmente passar do mosquito silvestre para o homem se este estiver próximo à mata.

Já na febre amarela urbana, a transmissão ocorre na própria cidade, pelo mosquito Aedes aegypti (que também é transmissor da dengue). “Apesar de não termos caso de febre amarela urbana no país desde 1942, a grande presença do mosquito transmissor nas cidades pode trazer a possibilidade teórica deste tipo, caso ocorra descontrole da transmissão silvestre”, completa Valéria.

Febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço, náuseas e vômitos são os sintomas mais comuns. Casos mais graves incluem icterícia (coloração amarelada da pele) e falência do fígado e dos rins, podendo levar o paciente a óbito. As duas possibilidades de diagnóstico são feitas por meio de sorologia (que detecta a presença de anticorpos) e por PCR (que detecta a presença do vírus). Ambos são feitos a partir de amostras de sangue.

É possível tomar uma vacina para prevenir a febre amarela, porém não existe um tratamento específico para eliminar o vírus. O indicado é manter as condições vitais do paciente – dependendo do quadro, na UTI – até sua recuperação.

Registros de casos

A partir de 1 de dezembro de 2016, houve 1008 casos suspeitos no país, tendo sido confirmados 180 por enquanto. Na região Sudeste, o Ministério da Saúde aponta ocorrências em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Em São Paulo houve 3 óbitos e 10 casos suspeitos, sendo 4 já confirmados.

Prevenção

A vacina é recomendada para vários estados do País, incluindo Distrito Federal, deve ser aplicada dez dias antes da viagem e é indicada a partir dos 9 meses de idade (com dose de reforço aos 4 anos). Além da vacina, ao entrar em áreas de risco é recomendado o uso de repelente e roupas que protejam o corpo.

Em Vitória da Conquista, a  Secretaria Municipal de Saúde está dando continuidade ao trabalho de combate à febre amarela com vacinação de rotina em todas as unidades de saúde. Quem nunca tomou a dose ou está com viagem marcada para regiões identificadas como áreas de risco, deve se dirigir ao posto de saúde mais próximo de casa; mas outro critério foi acrescentado. A partir de agora, quem precisa se imunizar para viajar deve comprovar que realmente vai para uma das regiões onde a vacinação é recomendada. Podem ser apresentados passagem com o destino, comprovantes de reserva de hotéis ou qualquer outro documento que possa atestar que a pessoa vai viajar.

Essa medida já foi adotada em Salvador e agora passou a ser uma exigência também em Vitoria da Conquista. Segundo a coordenadora de imunização, Ana Maria Viana Ferraz, o novo critério tem como objetivo garantir o bem-estar do usuário. “O Ministério da Saúde já divulgou uma nota explicando que o excesso da vacina no organismo faz mal, podendo levar, inclusive, à morte. Por isso é preciso observar se a pessoa já foi vacinada e se já se passaram dez anos desde a última vacina, que é o mínimo para que seja administrada uma nova dose”, afirma Ana Maria. Ela explica, também, que as exigências vão ajudar no controle nas salas de vacina da febre amarela para que seja garantida a imunização de todos.

Além do comprovante de viagem, quem procura os postos da cidade para tomar a vacina deve apresentar o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), caderneta de vacinação e documento de identidade com foto. Ainda de acordo com a coordenadora de imunização, esta é uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos postos: “o usuário geralmente não apresenta esses documentos e isso é importante para saber se ele pode realmente ser vacinado”.

Vale lembrar que a exigência dos comprovantes de viagem não vale para as crianças, pois fazem parte do público- alvo do calendário de vacinação.