Nota de Pesar Genebaldo Pinto Ribeiro

A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) manifesta profundo pesar pelo falecimento do servidor aposentado Genebaldo Pinto Ribeiro.
O dedicado servidor, Genebaldo Ribeiro foi admitido em 1981, atuou em diversos setores acadêmicos, também na Editus e no Cedoc até sua aposentadoria, em 15 de julho de 2017, destacou-se pela competência, dedicação e empatia no trato com estudantes, docentes e colegas de trabalho, deixando um legado significativo para toda a comunidade acadêmica.
Neste momento de dor, o reitor Alessandro Fernandes e o vice-reitor Maurício Moreau expressam suas mais sinceras condolências aos familiares, amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com Genebaldo Ribeiro, cuja memória permanecerá como exemplo de compromisso e humanidade.
Ilhéus (Bahia), Campus Professor Soane Nazaré de Andrade, 31 de julho de 2026
Memorial: Genebaldo Pinto Ribeiro
Historiador, Professor e Guardião da Memória Regional
(† 30 de Julho de 2026)
É com profundo pesar que a comunidade acadêmica e cultural do Sul da Bahia recebe a notícia do falecimento do historiador, professor e analista técnico Genebaldo Pinto Ribeiro, ocorrido hoje, 30 de julho de 2026. Homem de inteligência refinada e profunda sensibilidade humana, Genebaldo deixa um legado imensurável na preservação da identidade, da história e do patrimônio cultural da região cacaueira.
A Vivência Prática no Antigo ICB
A trajetória de Genebaldo confunde-se com a própria engrenagem socioeconômica da região. Antes de consolidar sua carreira no ambiente universitário, ele atuou como funcionário do antigo Instituto de Cacau da Bahia (ICB). Essa experiência prática na instituição foi a base que sustentou sua autoridade intelectual e seu olhar apurado sobre os impactos políticos, sindicais e econômicos da cacauicultura, transformando sua vivência profissional em matéria-prima para a ciência e a história.
O Legado Institucional na UESC e no CEDOC
Ao ingressar na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Genebaldo canalizou sua bagagem histórica para o Centro de Documentação e Memória Regional (CEDOC). No centro, desempenhou um papel vital na salvaguarda da história regional:
• Preservação de Acervos: Atuou diretamente na organização, higienização e catalogação de documentos e fotografias históricas do Sul da Bahia.
• Gestor do Museu Casa Verde, enquanto aquela instituição esteve sob convenio CEDOC/ UESC
• Educação Patrimonial: Foi um articulador ativo de oficinas e cursos que conectavam a universidade à comunidade, ensinando a importância de preservar as memórias locais.
• Consultoria e Revisão: Como analista técnico de excelência, colaborou intensamente com a Editus (Editora da UESC), garantindo o rigor conceitual e histórico de dezenas de livros publicados sobre a lavoura cacaueira e as manifestações culturais baianas.
A Devoção ao Ensino: Professor na FACSA
O amor de Genebaldo pelo conhecimento também se manifestou nas salas de aula. Como professor assistente no curso de História da Faculdade Santo Agostinho (FACSA), em Ipiaú, ele marcou gerações de estudantes. Notabilizou-se por instigar seus alunos a pesquisarem suas próprias realidades, orientando diversos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) focados na micro-história e na memória oral de municípios como Ubatã, Dário Meira e região.
Trajetória Acadêmica e Produção Intelectual
Graduado originalmente em Administração pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Genebaldo sempre compreendeu as estruturas sociais de forma ampla. Especializou-se em História do Brasil e obteve o título de Mestre em Cultura & Turismo (programa conjunto UESC/UFBA).
Sua dissertação, defendida em 2003 e intitulada “Não sabia que era coisa de judeo: os cristãos-novos, sua história, seus espaços, suas resistências/permanências”, tornou-se uma referência sensível e aprofundada sobre a presença e a resistência da herança sefardita no Recôncavo Baiano.
Despedida
Genebaldo Pinto Ribeiro não foi apenas um técnico ou um professor; ele foi um arqueólogo das memórias esquecidas do povo baiano e um amante dos livros e da leitura. Sua partida deixa uma lacuna imensa no CEDOC, na editora Editus e no coração de colegas, alunos e familiares.
Texto por:
Janete Ruiz de Macedo CEDOC/ UESC


