Quem ainda não sabe ler e escrever na Bahia?

Nesta terça-feira (08/09) é o Dia Mundial da Alfabetização, criado em 1967, pela Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), para reforçar, junto a governos e sociedade, a necessidade urgente de garantir o direito fundamental à leitura e à escrita como base para a cidadania. Conheça os dados do IBGE sobre o tema na Bahia, que evidenciam a diminuição do analfabetismo ao longo do tempo, mas mostram que a erradicação dessa condição ainda é um importante desafio.

- Em 1991, pouco mais de um terço da população baiana de 15 anos ou mais de idade (35,3%) não era alfabetizada. O índice caiu para 23,1% em 2000, 16,6% em 2010 e 12,6% em 2022, chegando a 9,5% em 2025;
Fonte: Censos Demográficos e Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) - Ainda assim, em 2025, a Bahia era o estado com o maior número absoluto de pessoas analfabetas, 1,145 milhão, e a 8ª maior taxa de analfabetismo do país. No Brasil como um todo, havia 8,384 milhões de pessoas analfabetas, numa taxa bem menor do que a baiana (4,9%);
Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) - Os desafios para a erradicação do analfabetismo se mostram bastante disseminados pela Bahia, onde 9 em cada 10 municípios (356 de um total de 417, ou 85,4% do total) tinham, em 2022, taxas de analfabetismo maiores do que a do estado como um todo (12,6%);
Fonte: Censo Demográfico 2022 - Os três municípios da Bahia com as maiores taxas de analfabetismo, em 2022, eram Pedro Alexandre (31,9%), Coronel João Sá (31,7%) e Ribeira do Amparo (30,7%). Todos ficavam no semiárido do Nordeste baiano;
Fonte: Censo Demográfico 2022 - Entre os 10 municípios com as menores taxas de analfabetismo na Bahia em 2022, 8 estavam na Região Metropolitana de Salvador, liderados pela capital (3,5%), Lauro de Freitas (3,7%) e Madre de Deus (4,4%). Nesse top 10, só Luís Eduardo Magalhães (com a 4ª taxa mais baixa, 4,7%) e Feira de Santana (com a 8ª menor, 6,6%) não estavam na RM Salvador;
Fonte: Censo Demográfico 2022 - Em 2025, 6 em cada 10 pessoas não alfabetizadas na Bahia eram idosas: 62,7% do total, ou 718 mil, em números absolutos, tinham 60 anos ou mais. A taxa de analfabetismo dos idosos na Bahia era 28,5%, o que significava que 3 em cada 10 deles não sabiam ler nem escrever um bilhete simples;
Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) - Apesar de serem minoria na população de 15 anos ou mais (47,5%), os homens eram a maioria das pessoas não alfabetizadas da Bahia (51,4%, ou 588 mil, em números absolutos). A taxa de analfabetismo masculina era de 10,3%, e a feminina, de 8,8%;
Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) - Na Bahia, a taxa de analfabetismo das pessoas pretas ou pardas era 9,8%, superior à das pessoas brancas (8,3%);
Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC)



