Dinho dos Campinhos e Simão no paredão da Câmara

A Comissão de Ética Parlamentar da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, presidida pelo vereador Edjailme Rosa Carvalho, o Bibia. do União Brasil, deve apresentar na manhã desta sexta-feira (9) o relatório final do processo disciplinar contra o vereador Gilvan Nunes Pereira, o Dinho dos Campinhos e Simão, do Republicanos.
O parlamentar responde a denúncias de um suposto esquema de “rachadinha” em seu gabinete, caso que também é investigado pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA).
A denúncia teve origem no relato de um ex-assessor que afirma ter sido obrigado a repassar parte dos vencimentos ao vereador. Dinho nega as acusações e sustenta ser vítima de extorsão.
Diante da repercussão, o parlamentar perdeu o cargo na Mesa Diretora e contratou para sua defesa o advogado especialista em Direito Eleitoral, Ademir Ismerim Medina.
O caso também gerou mobilização popular e manifestações no Plenário Vereadora Carmen Lúcia cobrando rigor nas apurações.
Apesar da Comissão recomendar a cassação do mandato, medida que abriria espaço para a posse do suplente Sidnei Benedito de Oliveira, bastidores da Casa indicam a articulação de um acordo para substituir a perda do cargo por uma suspensão disciplinar de 60 dias.
O vereador e radialista Ricardo Santos Costa, o Ricardo Gordo, do Partido Socialista Brasileiro, comentou a expectativa da votação e detalhou o funcionamento do rito na Câmara, ressaltando que a palavra final caberá ao Plenário: “Existe uma Comissão de Ética.
Essa Comissão de Ética escuta as testemunhas, escuta o vereador, ela acompanha o caso. Daí faz um relatório e esse relatório é levado para o plenário para a votação dos vereadores”.
Sobre as especulações em torno da penalidade de suspensão em vez da perda definitiva da vaga, Ricardo Gordo esclareceu o impacto regimental e financeiro para o parlamentar e para a composição do Legislativo: “Hoje muita gente me perguntou: ‘Gordo, se acontecer isso, o suplente assume?’ Não.
O vereador Dinho fica suspenso 60 dias, sem direito à verba de gabinete, sem direito a salário, entre outros benefícios da Câmara Municipal de Vitória da Conquista.”
A votação em plenário definirá se o parecer pela cassação será mantido ou se a sanção será convertida na suspensão temporária.



