Adeus a uma voz inesquecível: morre Silvio Matos, referência na dublagem

Foto: Renato Pizzutto/Band TV

O cenário artístico brasileiro está de luto com a partida de Silvio Matos, que faleceu neste sábado (11), aos 82 anos.

Ator, radialista, humorista e dublador, ele construiu uma trajetória marcada pela versatilidade e pelo talento, deixando uma contribuição significativa para a cultura nacional.

A causa da morte não foi divulgada.


Com uma carreira extensa, Silvio Matos teve passagem pela televisão brasileira, participando de produções que ajudaram a consolidar sua presença na teledramaturgia.

No entanto, foi nos bastidores que ele conquistou um espaço especial no coração do público: a dublagem.

Dono de uma voz marcante e expressiva, deu vida a diversos personagens, tornando-se uma figura respeitada entre colegas e admiradores desse universo.


Além da atuação e da dublagem, também teve forte ligação com o rádio, onde explorou seu talento como comunicador e humorista, mostrando sua habilidade de se reinventar e dialogar com diferentes públicos ao longo das décadas.


A notícia da morte foi compartilhada por familiares e profissionais da área, causando grande comoção nas redes sociais.

Amigos e colegas destacaram não apenas o profissional dedicado, mas também o ser humano generoso e apaixonado pela arte.


A irmã do artista, Marina Lucinda, prestou uma homenagem emocionante ao irmão, ressaltando o legado deixado por ele.

O corpo será velado neste domingo (12), no Cemitério do Caju, e posteriormente cremado.


“Descanse em paz, meu irmão amado, sua história continua viva em cada um que teve a sorte de cruzar seu caminho”, declarou.


Silvio Matos deixa um legado que vai além das telas e dos estúdios.

Sua voz, seu humor e sua dedicação à arte permanecem vivos na memória de quem acompanhou sua trajetória.

Um nome que ajudou a construir a história da dublagem e do entretenimento no Brasil e que jamais será esquecido.

Trajetória na televisão e dublagem

Silvio Matos iniciou sua caminhada artística nos palcos de teatro na década de 1960.

Nos anos 1990, o profissional exerceu a função de editor na TV Cultura, onde contribuiu para programas icônicos da emissora, como Mundo da Lua (1991) e Castelo Rá-Tim-Bum (1994).

Na dublagem, o artista emprestou sua voz a personagens de séries clássicas que marcaram época, como A Feiticeira e Viagem ao Fundo do Mar.

No cinema e na teledramaturgia recente, ele participou de obras como Getúlio (2013), Entre Abelhas (2014), Família Paraíso (2022) e Jorge da Capadócia (2024).

Sucesso no humor e redes sociais

O ator também conquistou grande popularidade no ambiente digital ao participar do canal Parafernalha, fundado por Felipe Neto.

Essa transição para o humor na internet deu um novo fôlego à sua carreira, atraindo um público mais jovem.

Em entrevista concedida ao programa Faustão na Band em 2023, Silvio explicou que seu canal próprio nasceu sem grandes pretensões.

De acordo com o dublador, o espaço virtual iria funcionar apenas como um registro pessoal de sua história.

“Eu resolvi fazer um canal para mim, mas esse canal que eu fiz era só para ser tipo um ‘arquivão’, colocar meus trabalhos e tal.

Depois, resolvi fazer um vídeo de autoria minha mesmo, publiquei e esse vídeo deu uma bombada”, relatou na ocasião.