Contribuição do MEI: como manter o orçamento em dia e ainda investir para o futuro

Texto e imagem e informações à imprensa: Approach: Fabíola Souza – Sarah Faustino – Raphael Pozzi – 

Com o reajuste do salário mínimo nacional para R$ 1.621,00 em 2026, o valor da contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI) também passou por atualização.

O valor é definido com base no salário mínimo vigente e pode variar conforme o tipo de atividade exercida pelo empreendedor, como comércio, indústria ou prestação de serviços.
 

Mesmo quem não teve faturamento no período precisa pagar o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI) até o dia 20 de cada mês para manter benefícios como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte.
 

De acordo com Renato Costa, educador financeiro do Sicoob, o reajuste não precisa se transformar em motivo de aperto permanente, desde que o microempreendedor organize o orçamento e trate a guia do MEI como parte fixa do “custo de manter a empresa viva”.
 

“A contribuição mensal é o que garante proteção previdenciária e regularidade do CNPJ.

Em vez de enxergar esse valor apenas como gasto a mais, o ideal é se planejar para incorporá-lo ao fluxo de caixa e, ao mesmo tempo, abrir espaço para reserva de emergência e investimentos”, orienta.
 

De acordo com o especialista, o ponto de atenção é que o DAS-MEI vence sempre no dia 20, independentemente de o MEI ter vendido muito, pouco ou nada naquele mês.

“Por isso é tão importante antecipar esse compromisso no planejamento e não esperar o boleto chegar para lembrar que precisa pagar”, destaca.
 

Três passos para conciliar o novo DAS, a reserva de emergência e os investimentos
 

Para não deixar que o reajuste da contribuição desorganize as contas, o especialista sugere três passos práticos de educação financeira voltados ao MEI.
 

Separar o dinheiro do negócio e o dinheiro pessoal
 

“O primeiro movimento é não misturar o caixa da empresa com o orçamento da casa.

Ao receber pelos serviços ou vendas, o MEI deve priorizar os custos do negócio, onde entra o DAS, as demais despesas e, continuamente, uma fatia para reserva de emergência e investimentos”, explica.

Essa divisão deve ser planejada antes mesmo dos recebimentos, pois ela ajuda a enxergar a realidade do negócio e fazer projeções ou ajustes para os próximos ciclos.​

Tratar o DAS-MEI como despesa fixa
 

Segundo o especialista, o ideal é incluir a contribuição do MEI no planejamento mensal, pois ele é uma despesa fixa, ao lado de despesas como aluguel, energia e internet.

“A melhor estratégia é ter sempre um fluxo de caixa bem definido e atualizado diariamente.

Esse fluxo também deve conter todas as previsões de recebimento e pagamentos para os próximos meses, pois assim o empreendedor consegue acompanhar de perto todas as movimentações, antecipar pagamentos e se prevenir de eventuais contratempos”, explica.
 

Construir reserva de emergência e começar a investir, mesmo com pouco
 

Mesmo com orçamento limitado, o MEI deve buscar montar uma reserva para emergências que cubra por um período os custos fixos do negócio e das despesas essenciais da família (separados), preferencialmente em aplicações de baixo risco e liquidez diária.

“Um exemplo que temos no cooperativismo é o Recibo de Depósito Cooperativo (RDC), um investimento seguro, com rentabilidade atrativa e alta liquidez, ideal para quem quer fazer o dinheiro render mais, sem abrir mão de previsibilidade e segurança”, destaca.
 

Renato também alerta que, depois de garantir a reserva, é possível direcionar, com planejamento, valores para investimentos voltados a objetivos de médio e longo prazo, como aposentadoria complementar, compra de equipamentos ou expansão do negócio.
 

Ajustar preços e rotinas para não perder renda
 

Além de organizar o orçamento, o reajuste do salário-mínimo e da contribuição do MEI pode ser um momento para revisar tabela de preços, custos e produtividade.
 

“Se os gastos fixos aumentaram, é fundamental avaliar se o valor cobrado pelos produtos ou serviços acompanha essa nova realidade.

Muitas vezes, pequenos ajustes de preço ou melhoria de processos já são suficientes para absorver o impacto do DAS e outros custos e ainda abrir espaço para poupar e investir”, afirma o especialista.
 

Gestão financeira descomplicada com o Sicoob
 

Para apoiar o Microempreendedor Individual nessa jornada, o Sicoob oferece o curso de Finanças para MEI, disponível na plataforma Se Liga Finanças ON.

O conteúdo ensina de forma prática como fazer uma boa gestão financeira do negócio.

O acesso é gratuito e pode ser feito pelo site: seligafinancas.institutosicoob.org.br.

E não para por aí: o Sicoob também disponibiliza consultorias financeiras individuais, gratuitas e online, realizadas por orientadores financeiros especializados.

O serviço está disponível no site clinicasfinanceiras.institutosicoob.org.br.​

Sobre o Sicoob

Instituição financeira cooperativa, o Sicoob tem mais de 9,5 milhões de cooperados e está presente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

Oferece serviços de conta corrente, crédito, investimento, cartões, previdência, consórcio, seguros, cobrança bancária, adquirência de meios eletrônicos de pagamento, dentre outras soluções financeiras.

É formado por 322 cooperativas singulares, 14 cooperativas centrais e pelo Centro Cooperativo Sicoob (CCS), que é composto por uma confederação e um banco cooperativo, além de uma processadora e bandeira de cartões, administradora de consórcios, entidade de previdência complementar, seguradora e um instituto voltado para o investimento social.

Ocupa a primeira colocação entre as instituições financeiras com maior número de agências no Brasil, com mais de 4,7 mil pontos de atendimento, e, em mais de 420 municípios, é a única instituição financeira presente.

Acesse www.sicoob.com.br para mais informações.