Corinthians Paulista ergue a primeira taça de campeão em 2026: Super Copa Rei

Corinthians campeão da Super Copa Rei. Imagem divulgação CBF.

Corinthians venceu o Flamengo neste domingo em partida válida da decisão em jogo único da Supercopa Rei do Brasil: 2 X 0.

O confronto aconteceu no estádio Mané Garrincha, em Brasília, com transmissão ao vivo pela Rede Globo.

A Supercopa colocou frente a frente os campeões mais recentes do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, como é o caso, consecutivamente, de Flamengo e Corinthians.

A vaga alvinegra foi assegurada com a conquista da Copa do Brasil, título obtido após vitória sobre o Vasco na final, pelo placar agregado de 2 a 1.

Já o Flamengo chegou à decisão pelo título do Campeonato Brasileiro, encerrando a competição com 79 pontos em 38 rodadas, somando 23 vitórias, dez empates e cinco derrotas.

As duas equipes chegam ao confronto após derrotas na estreia do Brasileirão 2026.

Na última quarta-feira, o Corinthians foi superado pelo Bahia por 2 a 1, enquanto o Flamengo também acabou derrotado pelo São Paulo, pelo mesmo placar, na primeira rodada da competição nacional.

Flamengo x Corinthians: Paulo Cezar Oliveira critica procedimento do VAR na expulsão de Carrascal que prejudicou o Flamengo

Comentarista diz que Rafael Klein acertou no cartão vermelho, mas faz ressalva a procedimento adotado

Em nota, CBF se defende e explica como foi feita a checagem

No Fechamento sportv, PC Oliveira analisa expulsão polêmica de Carrascal na Supercopa

A expulsão de Carrascal na Supercopa do Brasil entre Flamengo e Corinthians, neste domingo, foi acertada segundo o analista de arbitragem PC Oliveira.

Durante o programa Fechamento sportv, o ex-árbitro concordou com a decisão do árbitro Rafael Klein, mas criticou o procedimento adotado pelo VAR na revisão do lance.

Carrascal voltou para o segundo tempo, mas foi expulso antes do reinício do jogo — Foto: REUTERS/Adriano Machado

No fim da noite deste domingo, a CBF se manifestou em nota oficial (veja no fim da matéria).

— A decisão do ponto de vista legal foi correta. O que tem que discutir é o procedimento.

Eu já tinha visto jogador expulso ir para o vestiário e depois voltar porque a decisão foi errada: Samuel Xavier, ano passado, em Fluminense x Juventude, foi expulsão, mas a arbitragem viu um toque de mão e ele voltou para o jogo.

Na Alemanha teve um pênalti que a equipe estava no vestiário e teve que voltar.

Da maneira que aconteceu hoje foi a primeira vez que vi.

O Klein marca uma falta do Matheus Bidu no Rossi, busca a bola, espera a checagem do VAR e encerra o primeiro tempo.

Ele foi alertado que estava sendo feita a revisão. Esse dedo rodando, no linguajar da arbitragem, significa que estão rodando as imagens para ver se identifica a agressão.

Ele informa aos capitães que não tinha a imagem e libera as equipes, ele faz o gesto de encerrar o primeiro tempo — analisou PC Oliveira.

Carrascal voltou para o segundo tempo, mas foi expulso antes do reinício do jogo — Foto: REUTERS/Adriano Machado

Carrascal voltou para o segundo tempo, mas foi expulso antes do reinício do jogo — Foto: REUTERS/Adriano Machado

Carrascal acertou o rosto de Breno Bidon no fim do primeiro tempo, mas só recebeu o cartão vermelho na volta do intervalo.

Rafael Klein conversou com os capitães Arrascaeta e Gustavo Henrique, liberou as duas equipes para os vestiários e encerrou o primeiro tempo.

Na volta para o gramado, porém, o juiz analisou as imagens e decidiu pela expulsão do colombiano.

— Houve uma demora grande do Corinthians para o segundo tempo e na volta ele avisa aos capitães que quer ver o lance encontrada pelo VAR.

A imagem é clara, tem a conduta do Carrascal no rosto do Bidon, conduta violenta fora da disputa da bola, um lance passível de cartão vermelho, a aplicação é correta, mas o procedimento é ruim.

A CBF tem que dar respostas por uma questão de transparência.

Em que momento o VAR teve acesso às imagens?

Por que a revisão não foi feita em campo?

Teve pressão na arbitragem e por isso resolveram fazer na volta do intervalo?

Essas questões a CBF tem que responder, tem que divulgar os áudios, que espero que não seja editado e sim na íntegra.

Do ponto de vista legal, a decisão é correta.

Quando se trata de conduta violenta não tem tempo para tomar decisão. Decisão correta, mas o procedimento foi péssimo — completou PC.

Em nota oficial, a CBF se defendeu e explicou como foi feita a checagem:

“A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) esclarece que a expulsão do atleta Jorge Carrascal, na partida entre Flamengo e Corinthians, pela Supercopa Rei, ocorreu após checagem das imagens disponíveis, realizada pela equipe de VAR a partir do momento do lance, e que foi concluída quando os jogadores já haviam descido para o intervalo.

Neste procedimento, foi identificada evidência de conduta violenta envolvendo o jogador nº 15 do Flamengo (Carrascal) contra o jogador nº 7 do Corinthians (Breno Bidon), em lance ocorrido fora da disputa da bola e com o jogo parado.

Inicialmente, as imagens disponíveis não apresentavam evidência conclusiva, razão pela qual o primeiro tempo foi encerrado normalmente. Ainda durante os procedimentos, uma nova checagem permitiu a identificação clara da infração, o que fundamentou a recomendação de revisão para que o árbitro pudesse avaliar e a consequente expulsar o atleta.

O procedimento adotado está amparado no Livro de Regras 2025/26 e no Protocolo do VAR da FIFA, que autorizam a intervenção do VAR em casos de conduta violenta a qualquer momento da partida, inclusive após o reinício do jogo (leia mais ao fim da nota).

A CBF informa ainda que, no intervalo da partida, houve uma queda de energia elétrica em diversos setores do estádio, inclusive na VOR (Vídeo Office Room, a Cabine do VAR).