Cresce o número de pessoas morando sozinhas na Bahia segundo IBGE
Número de pessoas morando sozinhas cresce na Bahia, puxado por idosos, e estado passa a ter a 2ª maior proporção de lares unipessoais do país (22,3%)
** Em 2025, a população da Bahia chegou a 14,850 milhões de pessoas, mantendo-se a 4ª maior do Brasil. O estado também sustentou o 5º menor crescimento populacional: 0,1% frente a 2024, ou +21 mil pessoas em um ano;
** O contingente de pessoas de 60 anos ou mais é o que mais aumenta, na Bahia. Frente a 2024, a população idosa baiana cresceu 7,2% (mais 108 mil pessoas), chegando a 2,464 milhões em 2025, 16,6% do total de habitantes do estado;
** Em 2025, 1 em cada 5 domicílios baianos (22,3% do total, ou 1,263 milhão) tinha apenas um morador (era unipessoal). Esse número cresceu 15,2% frente a 2024, o que representou mais 167 mil pessoas morando sós, em um ano;
** Com esse aumento, a Bahia passou a ter, em 2025, a 2ª maior proporção de domicílios unipessoais dentre os estados (22,3%), abaixo apenas do Rio de Janeiro (23,5%). Em 2024, a Bahia ficava em 5º lugar;
** Metade das pessoas que passaram a morar sozinhas na Bahia, entre 2024 e 2025 foram idosas (82 mil das 167 mil);
** Entre 2016 e 2025, o número de pessoas vivendo em domicílios alugados cresceu no estado, mas ainda é de 2 em cada 10: 2,391 milhões ou 16,1% do total;
** De 2024 para 2025, o acesso da população aos serviços de saneamento básico seguiu em alta, mas não o suficiente para fazer Bahia melhorar nos rankings nacionais de coleta de esgoto nem de lixo;
** Na Bahia, a cada 10 pessoas, 4 viviam em domicílios com máquina de lavar (44,4%) e carro (36,3%); e 3, em residências com motocicleta (34,6%);
** Essas e outras informações estão no módulo sobre Características Gerais dos Domicílios e Moradores, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), realizada pelo IBGE.

Em 2025, a população da Bahia chegou a 14,850 milhões de pessoas e seguiu como a 4ª maior do Brasil, abaixo das de São Paulo (46,077 milhões de habitantes), Minas Gerais (21,381 milhões) e Rio de Janeiro (17, 223 milhões). O estado abrigava 7,0% de todas as 212,683 milhões de pessoas que viviam no Brasil.
A Bahia também sustentou um dos crescimentos populacionais mais baixos do país. Frente a 2024, a população baiana aumentou 0,1%, o que correspondeu a mais 21 mil pessoas. O estado continuou com o 5º menor incremento, em termos proporcionais. Considerando o início da série histórica da PNADC, em 2012, também manteve o 4º menor crescimento, 4,0%, ou mais 576 mil pessoas em 13 anos.
De 2024 para 2025, a população brasileira cresceu 0,4% (mais 830 mil pessoas). Roraima (3,0%), Santa Catarina (1,6%) e Mato Grosso (1,5%) tiveram as maiores taxas, enquanto Rio de Janeiro (0,02%), Alagoas (0,03%), Rio Grande do Sul (0,04%) e Maranhão (0,11%) apresentaram as menores.
Nos 13 anos da série histórica, a população brasileira cresceu 7,9% (mais 15,611 milhões de pessoas). Roraima (47,5%), Santa Catarina (24,9%) e Mato Grosso (22,8%) também registraram as maiores taxas de aumento populacional; Alagoas (2,1%), Rio Grande do Sul (2,7%) e Rio de Janeiro (3,0%), as menores.
Outra tendência mantida foi a do envelhecimento da população baiana. Tanto entre 2024 e 2025, quanto frente a 2012, o crescimento populacional no estado foi concentrado exclusivamente nos grandes grupos etáriosa partir de 30 anos, com destaque para o aumento do número de pessoas de 60 anos ou mais de idade, de longe o mais significativo nas duas comparações.
Em um ano, a população idosa na Bahia cresceu 7,2% (mais 108 mil, em termos absolutos), chegando a 2,464 milhões de pessoas em 2025, 16,6% do total de habitantes do estado. Com isso, a participação dos idosos na população baiana alcançou a brasileira (16,6%) pela primeira vez, nos 13 anos de série histórica da PNADC, e se manteve a 9ª entre as 27 unidades da Federação.
Frente a 2012, o número de pessoas idosas no estado cresceu 64,9% (mais 970 mil, em termos absolutos). Naquele ano, elas representavam 10,5% da população baiana, 13ª proporção entre as unidades da Federação.
Em 2025, Bahia passou a ser o estado com a 2ª maior proporção de domicílios onde só mora uma pessoa (22,3%)
O crescimento do número de pessoas idosas tem repercussões em diversas áreas, inclusive na forma como se estruturam os arranjos de moradores nos domicílios.
Na Bahia, tanto entre 2024 e 2025 quanto frente a 2012, os domicílios unipessoais, onde moram apenas uma pessoa, foram os que mais aumentaram numericamente e os únicos que ganharam participação no total de residências do estado. Um incremento que é puxado principalmente pelas pessoas idosas.
Em 2025, uma pessoa morava sozinha em 1 de cada 5 domicílios baianos: 22,3% das residências, ou 1,263 milhão, eram unipessoais. Esse número cresceu 15,2% frente a 2024, o que representou mais 167 mil pessoas morando sós, em um ano.
O total de domicílios onde mora apenas uma pessoa também aumentou no Brasil como um todo (+8,7% frente a 2024), chegando a 15,633 milhões em 2025, o que representava 19,7% de todas as residências do país. Os domicílios unipessoais cresceram numericamente em 25 dos 27 estados, e o aumento absoluto baiano (+167 mil) foi o 2º maior, só abaixo do verificado em São Paulo (+363 mil).
Com esse movimento, a Bahia passou a ter, em 2025, a 2ª maior proporção de domicílios unipessoais dentre as unidades da Federação (22,3%), abaixo apenas do Rio de Janeiro (23,5%). Em 2024, a Bahia ficava em 5º lugar nesse ranking.
Na comparação com 2012, quando havia, no estado, 592 mil domicílios onde morava apenas uma pessoa, representando 13,5% do total, o número dessas espécies de residências mais que duplicou: cresceu 113,3%, o que representou mais 671 mil domicílios unipessoais em 13 anos. No Brasil como um todo, em 13 anos, as residências unipessoais cresceram 109,8%, o que representou mais 8,183 milhões.
As demais espécies de arranjos domiciliares, inclusive os tradicionais domicílios nucleares (onde moram casais com ou sem filhos ou famílias monoparentais, de mães ou pais “solo” com filhos) vêm perdendo participação na Bahia.
Entre 2024 e 2025, no estado, os domicílios nucleares, embora tenham aumentado um pouco, em termos absolutos, de 3,505 milhões para 3,542 milhões, se reduziram de 63,6% para 62,5% do total.
Os domicílios com arranjos estendidos (onde mora ao menos um parente que não seja parte do casal nem filho/a) diminuíram de 838 mil para 802 mil (de 15,2% para 14,2% do total), e os domicílios com arranjos compostos (onde mora ao menos uma pessoa sem nenhum laço de parentesco com as demais), se reduziram de 74 mil para 68 mil (de 1,3% para 1,0% do total).
Metade das pessoas que passaram a morar sozinhas na Bahia, entre 2024 e 2025 foram idosas (82 mil de 167 mil)
Quase metade das pessoas que moravam sozinhas na Bahia, em 2025, eram adultos de 30 a 59 anos de idade: 607 mil, que representavam 48,1% do total. Em seguida vinhas as pessoas idosas, que eram 4 em cada 10 das que moravam sozinhas: 40,2% ou 508 mil. Adolescentes ou jovens de 15 a 29 anos representavam 1 em cada 10 pessoas morando sozinhas no estado (11,6% ou 147 mil).
Frente a 2024, o número de idosos morando sozinhos foi o que mais cresceu, em termos absolutos, puxando o aumento geral dos domicílios unipessoais na Bahia: avançou 19,2%, o que representou mais 82 mil pessoas de 60 anos ou mais morando sós, em um ano. Isso quer dizer que metade das 167 mil pessoas que passaram a morar sozinhas, na Bahia, entre 2024 e 2025, eram idosas (82 mil, ou 49,1%).
O número de pessoas de 30 a 59 anos morando sozinhas, na Bahia, aumentou 9,6% entre 2024 e 2025 (de 554 mil para 607 mil, ou mais 53 mil), enquanto o de jovens de 15 a 29 subiu de 117 mil para 147 mil (mais 30 mil pessoas, que representaram um avanço percentual de 25,6%).
Os homens são 6 em cada 10 pessoas que moram sozinhas no estado: 733 mil ou 58,0% do total. Nos grupos etários de 15 a 29 anos e 30 a 59 anos, eles são quase o dobro das mulheres morando sozinhas (95 mil frente a 53 mil; e 403 mil frente a 204 mil, respectivamente). Já entre os idosos que vivem sós as mulheres são majoritárias, somando 273 mil ou 53,7% das pessoas de 60 anos ou mais morando sozinhas.
Entre 2016 e 2025, nº de pessoas vivendo em domicílios alugados cresce na Bahia, mas ainda é de 2 em cada 10 (2,391 milhões ou 16,1% do total)
Outra mudança que vem se anunciando na forma de morar, na Bahia, é o aumento do número de pessoas que vivem em domicílios alugados, com consequente diminuição daquelas que moram em domicílios próprios.
Em 2025, no estado, 3 em cada 4 pessoas (75,4%) viviam em domicílios próprios, o que representava um total de 11,199 milhões de moradores. Quase a totalidade delas (10,906 milhões) estavam em domicílios já pagos. A Bahia tinha a 6ª maior proporção de moradores em domicílios próprios, à frente da nacional (68,2%). Maranhão (81,8%), Piauí (80,4%) e Amapá (78,8%) lideravam o ranking.
Frente a 2016, porém, houve redução do número e da proporção de moradores em casa própria, no estado: nove anos antes, 11,575 milhões de pessoas, ou 79,8% da população baiana, moravam nessa condição, também a 6ª maior proporção.
Por outro lado, entre 2016 e 2025, o total de de pessoas vivendo em domicílios alugados, na Bahia, aumentou 39,7%, de 1,712 milhão (11,8% dos habitantes do estado) para 2,391 milhões (16,1% do total). Ainda assim, o estado tinha a 6ª menor percentagem de habitantes morando de aluguel, num índice inferior ao nacional (22,9%). Distrito Federal (32,0%), Mato Grosso (28,4%) e Goiás (28,0%) lideravam.
Acesso da população a serviços de saneamento básico segue em alta, mas Bahia não melhora nos rankings nacionais de coleta de esgoto nem de lixo
Entre 2024 e 2025, na Bahia, os totais de pessoas morando em domicílios com formas adequadas de acesso aos serviços de saneamento básico seguiram em alta, mas não o suficiente para fazer o estado avançar nos rankings nacionais de esgotamento sanitário nem de coleta de lixo.
De um ano para outro, a proporção de moradores em domicílios com banheiro ou sanitário que contavam com rede geral ou pluvial de esgoto ou fossa séptica ligada à rede subiu de 58,2% para 61,2% (mais 489 mil atendidos), chegando a 9,022 milhões de pessoas com acesso a esgotamento sanitário adequado. Ainda assim, no ranking nacional, a Bahia manteve a 12ª maior proporção, inferior à do Brasil como um todo (69,7%). São Paulo (94,2%), Rio de Janeiro (90,5%) e Distrito Federal (89,9%) tinham os maiores índices de cobertura.
A proporção de moradores em domicílios baianos com coleta de lixo realizada por serviço de limpeza, diretamente (porta a porta) ou por meio de caçamba, passou de 85,6% para 86,4%, entre 2024 e 2025, com mais 145 mil pessoas atendidas em um ano, chegando a um total de 12,838 milhões. Entretanto, a Bahia continuou apenas com a 21ª maior proporção (ou 7ª menor) de população atendida por coleta adequada de lixo, inferior à nacional (92,5%), num ranking capitaneado por Rio de Janeiro (99,1%), São Paulo (99,1%) e Distrito Federal (98,9%)
Já a proporção de pessoas que moravam em domicílios com abastecimento de água por rede geral, no estado, passou de 85,0% para 85,9%, entre 2024 e 2025 (mais 152 mil, em um ano), chegando a 12,750 milhões de pessoas com acesso a água tratada. Nesse caso, o percentual de atendidos é um pouco maior do que o nacional (85,3%) e subiu da 16ª para a 12ª posição, entre as unidades da Federação, lideradas por São Paulo (95,7%), Distrito Federal (93,8%) e Sergipe (90,5%).
Na Bahia, a cada 10 pessoas, 4 viviam em domicílios com máquina de lavar (44,4%) e carro (36,3%); e 3, em residências com motocicleta (34,6%)
Em 2025, na Bahia, 6,589 milhões de pessoas viviam em domicílios onde havia máquina de lavar roupa, o que significava 4 em cada 10 moradores do estado (44,4%). Era a 4ª menor proporção de pessoas com máquina de lavar roupa em casa, entre as unidades da Federação, abaixo do visto no Brasil (73,7%) e superior apenas às de Maranhão (34,3%), Piauí (37,7%) e Alagoas (42,3%). Santa Catarina (96,6%), Rio Grande do Sul (93,6%) e Paraná (90,9%) tinham as maiores percentagens.
A existência de máquina de lavar roupa no domicílio é um indicador, ao mesmo tempo, de disponibilidade de renda, condição de vida, conforto e otimização do tempo, sobretudo para as mulheres.
Frente a 2016, quando a presença da máquina de lavar roupa começou a ser pesquisada pela PNADC, e ela existia em 30,9% das residências da Bahia, a proporção de domicílios com o equipamento cresceu 13,5 pontos percentuais (p.p.).
Foi, porém, apenas o 13º maior avanço entre os estados. Todos registraram crescimento, entre 2016 e 2025, liderados por (42,3 p.p.), Rondônia (39,4 p.p.) e Amapá (36,6 p.p.). O aumento da presença de máquina de lavar na Bahia fez o estado subir apenas uma posição, no ranking nacional, em nove anos – tinha o 3º menor percentual em 2016.
Ter carro era ainda menos comum, na Bahia. Em 2025, 5,397 milhões de pessoas, no estado, viviam em domicílios em que alguém possuía carro, o que também representava cerca de 4 em cada 10 pessoas (36,3%). A proporção era a 16ª entre as 27 unidades da Federação e inferior à do país como um todo (52,8%). Santa Catarina (78,7%), Paraná (73,5%) e Distrito Federal (70,3%) lideravam.
Frente a 2016, a Bahia teve o 4º maior aumento na proporção de pessoas em domicílios com carro: mais 7,2 p.p. (de 29,1% para 36,3%). Rondônia (14,7 p.p.), Tocantins (11,5 p.p.) e Mato Grosso (9,7 p.p.) registraram os maiores avanços. Com o aumento de 7,2 p.p., a Bahia subiu 4 posições no ranking estadual de posse domiciliar de carro – ocupava a 20ª posição nove anos atrás.
Mesmo sendo, em geral, mais baratas que os carros, as motos eram, dentre os bens investigados, os menos presentes nas residências baianas. Em 2025: 3 em cada 10 moradores do estado (34,6%, ou 5,135 milhões de pessoas), viviam em domicílios com ao menos uma motocicleta. A proporção era apenas a 14ª entre as unidades da Federação, embora superior à nacional (29,5%). Piauí (58,5%), Rondônia (57,1%) e Tocantins (52,8%) apresentavam as maiores percentagens.
Na Bahia, entre 2016 e 2025, a proporção de pessoas vivendo em domicílios com motocicleta cresceu 5,6 p.p. (de 29,0% para 34,6%), o 10º maior aumento entre os estados, sendo que Pará (+12,5 p.p.), Amazonas (+10,2 p.p.) e Alagoas (+9,7 p.p.) registraram os maiores avanços. Apesar do crescimento, a proporção baiana continuou a 14ª do país.
Outras informações estão disponíveis na Agência IBGE Notícias.



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