Dia da Empregada Doméstica: 27 de abril

Qual o perfil das trabalhadoras domésticas na Bahia?

Na próxima segunda-feira (27/04), se comemora o Dia da Empregada Doméstica.

Em levantamentos como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) e o Censo Demográfico, o IBGE traz informações que permitem conhecer essas profissionais e apoiar a busca por direitos e melhores condições de trabalho para elas. Saiba mais a seguir:

  • Em 2025, na Bahia, 402 mil pessoas trabalhavam em serviços domésticos remunerados, o que representava 6,2% da população ocupada no estado. Essa participação proporcional dos trabalhadores domésticos no total (6,2%) era superior à nacional (5,5%) e a 9ª maior entre as unidades da Federação;
  • Mas tanto o número de trabalhadores domésticos quanto sua participação no total de pessoas ocupadas mostram tendência de queda, na Bahia; 
  • Houve redução de 4,7% (menos 20 mil, em números absolutos) no número desses profissionais, frente a 2024, quando 422 mil pessoas realizavam trabalhos domésticos no estado (4,7% do total de ocupados). Na comparação de mais longo prazo, com 2012, o recuo é ainda mais intenso, de 7,2% (menos 31 mil, em números absolutos) em relação às 433 mil pessoas que eram empregadas domésticas na Bahia, naquele ano (7,5% dos trabalhadores);
  • As pessoas que trabalham como empregadas domésticas são as que ganham menos
  • O rendimento médio mensal habitualmente recebido pelas pessoas que realizavam trabalho doméstico no estado, em 2025, era R$ 910, 58,7% menor do que o salário médio em geral, no estado, que era R$ 2.204, e o equivalente a 1/5 do que recebiam os empregadores, categoria de ocupação com o maior rendimento médio (R$ 4.938);
  • Além disso, o rendimento médio dos trabalhadores domésticos na Bahia era o 3º menor do país nessa categoria, superior apenas aos registrados no Piauí (R$ 785) e Maranhão (R$ 818). Nacionalmente, o valor médio era de R$ 1.367;
  • Em 2025, 8 em cada 10 trabalhadores domésticos na Bahia (83,1%) não tinham carteira assinada (334 mil dos 402 mil). O rendimento médio deles era ainda menor (R$ 768) e menos da metade do valor recebido pelos empregados domésticos com carteira assinada (R$ 1.602);
  • Segundo o Censo Demográfico, em 2022, na Bahia, 96,1% dos trabalhadores domésticos eram mulheres: 246.265 de um total de 256.357. Dentre as trabalhadoras domésticas mulheres, 85,6% eram pretas ou pardas (210.822, em números absolutos). Ou seja, as mulheres pretas ou pardas representavam 82,2% de todos os trabalhadores domésticos do estado, em 2022;
  • Na Bahia, em 2022, 7 em cada 10 trabalhadores domésticos não haviam concluído o ensino médio (173.942 ou 67,9% do total) – sendo que quase metade (45,8%) não tinha instrução ou não chegou a concluir o ensino fundamental, e só 2 em cada 10 (22,0%) tinham o fundamental completo, mas não haviam concluído o ensino médio. Por outro lado, 3 em cada 10 empregados domésticos tinham ensino médio completo (30,9%), e 1,2% haviam concluído o ensino superior;
  • Os municípios baianos com as maiores proporções de trabalhadores domésticos no total da população ocupada, em 2022, eram Nordestina (10,4%), Iramaia (10,4%), Miguel Calmon (10,1%), Botuporã (9,8%) e Coribe (9,0%);
  • Salvador tinha a 117ª proporção do estado, com 5,7% de seus trabalhadores atuando como domésticos (60.614 pessoas, em números absolutos). 

Fonte: Mariana Viveiros. Seção de Disseminação de Informações. Superintendência Estadual do IBGE na Bahia