Marketing de performance vs. marketing de comunidade: quem vence em 2025?

Fonte Izabelly Mendes

O cenário do marketing digital em 2025 está cada vez mais marcado pela disputa entre duas abordagens que, embora distintas, vêm se entrelaçando: o marketing de performance e o marketing de comunidade.

De um lado, temos estratégias altamente mensuráveis, focadas em resultados imediatos e retorno sobre investimento (ROI).

Do outro, surge com força a valorização de vínculos duradouros, da confiança e da construção de comunidades engajadas em torno das marcas.

A grande questão é: qual modelo se mostra mais eficaz no panorama atual e futuro?

O poder dos números: marketing de performance

O marketing de performance sempre foi visto como o terreno da previsibilidade.

Em 2025, as plataformas oferecem métricas cada vez mais precisas, potencializadas por inteligência artificial que prevê comportamento de consumo, segmenta públicos e ajusta campanhas em tempo real.

Marcas que precisam de resultados imediatos — como vendas rápidas, geração de leads ou aumento instantâneo de tráfego — continuam recorrendo a esse modelo.

Com algoritmos mais inteligentes, o custo de aquisição por cliente (CAC) pode ser controlado com maior precisão, e o ciclo de testes A/B é reduzido a minutos.

Além disso, formatos como anúncios programáticos, performance max e automação de criativos trazem escalabilidade sem precedentes.

O risco, no entanto, é a dependência quase absoluta das plataformas e seus algoritmos.

Se hoje o anúncio performa bem, amanhã pode não performar — e a marca fica à mercê da volatilidade.

A força do vínculo humano: marketing de comunidade

Enquanto o marketing de performance busca conversão rápida, o marketing de comunidade aposta na fidelidade e no engajamento.

Em 2025, consumidores já não confiam apenas em anúncios pagos: eles querem pertencimento.

Criar espaços de troca — seja em grupos de WhatsApp, Discord, Telegram, fóruns ou até eventos presenciais — tornou-se um diferencial competitivo.

Nesse modelo, o consumidor não é apenas cliente, mas parte ativa da marca.

Ele cria, dá feedback, defende e compartilha a visão da empresa.

Marcas que investem em comunidade reduzem custos de aquisição a longo prazo, pois a retenção é maior e os próprios membros se tornam embaixadores.

É o chamado “efeito tribo”: quando a conexão emocional supera qualquer campanha de mídia paga.

Quem leva vantagem em 2025?

A disputa não é de anulação, mas de integração.

Em 2025, falar em apenas um dos lados é limitar o potencial de crescimento.

O marketing de performance continua sendo a porta de entrada, capaz de atrair novos clientes de maneira veloz e mensurável.

Já o marketing de comunidade transforma essa primeira compra em relacionamento de longo prazo, criando promotores que voltam e trazem novos consumidores.  

Empresas que conseguem unir os dois mundos são as que mais se destacam.

A performance gera escala, mas a comunidade gera sustentabilidade.

Marcas nativas digitais, startups e até grandes corporações estão adotando estratégias híbridas: investem em anúncios para alcançar, mas oferecem experiências de comunidade para reter.

Conclusão: o equilíbrio como vitória

Em 2025, não se trata de eleger um “vencedor” absoluto, mas de entender que performance e comunidade cumprem papéis complementares.

Enquanto a performance entrega velocidade, a comunidade entrega profundidade.

Marcas que equilibram os dois modelos, usando dados e métricas sem abrir mão da conexão humana, estarão na vanguarda.  Baixar video Instagram

No fim, quem vence não é uma estratégia ou outra — é o consumidor.

Ele recebe anúncios mais relevantes, participa de comunidades que fazem sentido e, sobretudo, se relaciona com marcas que entendem que o futuro do marketing está em integrar o imediato com o duradouro, o número com o afeto, o clique com a lealdade.