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Workshop no TJBA coloca a pessoa com deficiência no centro do debate jurídico  

  • 31 de outubro de 2024
  • Bahia, Destaques, Mundo, Noticias, Sudoeste
Pessoa com deficiência no centro do debate juridico no TJBA. Texto e foto Ascom TJBA.

O objetivo principal do Workshop Direitos da Pessoa com Deficiência era capacitar integrantes do sistema de justiça para melhor aplicar a legislação sobre o tema, mas o alcance foi além.

Em uma tarde de muito diálogo, questionamentos, esclarecimentos e troca de conhecimento, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) promoveu não só o debate.

Mas também fortaleceu o entendimento sobre os direitos, as necessidades e o potencial das pessoas com deficiência.  

Com a presença de magistrados, servidores, promotores de justiça, defensores públicos, advogados, professores e associações de representação de pessoas com deficiência, o evento colocou a pessoa com deficiência no centro do debate jurídico.

Uma conferência magna do Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), abrilhantou a programação.

Pessoa com deficiência no centro do debate juridico no TJBA. Texto e foto Ascom TJBA.

No primeiro painel, presidido pelo Desembargador Rolemberg Costa e com o tema “Direitos das Pessoas com Deficiência no âmbito Previdenciário e Tributário”, o Auditor Fiscal da Receita Federal, Ivan Kertzman, abordou aspectos no âmbito previdenciário dos quais as pessoas com deficiência têm direito a se beneficiar, enquanto a Professora Fernanda Lage, da Universidade de Brasília (UnB), tratou do equilíbrio tributário.

“A tributação precisa ser uma tributação fraterna e as contribuições precisam ser voltadas à capacidade de cada um”, pontuou durante sua explanação.  

O painel teve, também, a contribuição do Defensor Público Clériston Cavalcante, que apresentou a jurisprudência dos Tribunais Superiores; e do Promotor de Justiça Fernando Gaburri.

“O Brasil tem legislação vanguardista, mas, muitas vezes, essas leis e a Constituição não são suficientes para salvaguardar os direitos das pessoas com deficiência”, destacou o Defensor. 

No segundo painel “Pessoa com Deficiência e Sistema de Justiça”, o Conselheiro Pablo Coutinho, Coordenador do Comitê de Pessoas com Deficiência do CNJ, analisou o impacto da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

O Brasil, como signatário, se compromete a levar em conta, em todos os programas e políticas, a proteção e a promoção dos direitos humanos das pessoas com deficiência.  

Provocado pela Desembargadora Soraya Moradillo Pinto, que presidiu a Mesa, o Conselheiro analisou que o Brasil ocupa um lugar de destaque mundial quanto ao avanço da legislação.

Mas que ainda tem um caminho a percorrer em relação ao comportamento da sociedade.  

Após o Professor Maurício Requião abordar os reflexos da Lei nº 13.146/2015 (Lei de Inclusão) no novo conceito de deficiência (hoje não mais um conceito médico, e sim biopsicossocial), a Juíza Patrícia Cerqueira, Titular da 1ª Vara de Sucessões, Órfãos e Interditos de Salvador, apresentou nuances contundentes sobre o tema com o qual lida diariamente.

Assim sendo, “ao analisar o sistema de justiça, a gente vai encontrar diversos avanços dignos de nota, mas ainda carece de mudanças relevantes em pontos sensíveis.

Ainda assim, existe uma falta de abordagem individualizada.

Porquanto, a tendência a tratar todos os casos de maneira semelhante, na contramão da Convenção sobre Direitos da Pessoa com Deficiência, que impõe individualização”, destacou.  

Pessoa com deficiência no centro do debate juridico no TJBA. Texto e foto Ascom TJBA.

Ao fim do workshop, a Magistrada lançou o livro “Pessoa com Deficiência em Situação de Curatela e Sistema de Justiça”, resultado de sua pesquisa de Doutorado em Direito Constitucional pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP).

A pesquisa categorizou 2.049 pessoas com deficiência. “Eu queria conhecer quem eram aquelas pessoas nos meus processos”, disse a Juíza e autora do livro.  

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