Ainda há mistérios no assalto a bancos em Condeúba

Condeúba: Sindicato dos Bancários acompanha investigações da Polícia Civil e Militar

Dois dias após o assalto que deixou a população da cidade de Condeúba em alerta, a polícia ainda não conseguiu capturar a quadrilha. As buscas continuam nesta quarta-feira (5).

As duas agências bancárias do município foram atacadas na segunda-feira (3) por um grupo de 10 homens fortemente armados.

O Sindicato dos Bancários esteve com os bancários e também acionou o coordenador estadual do Grupo Avançado de Repressão a Crimes Contra Instituições Financeiras (Garcif), delegado Daniel Menezes Pinheiro. “As buscas não terminaram. É provável que seja uma quadrilha de reincidentes. As operações estão em andamento”, explicou Pinheiro.

CIPE – Sudoeste explica sobre sistema de monitoramento

Em Condeúba, muitos bancários e a própria população questionaram a eficácia do sistema de monitoramento de vídeo implantado pela Companhia Independente de Policiamento Especializado do Sudoeste da Bahia (CIPE-Sudoeste) em 2013.

Inicialmente, a polícia chegou a afirmar que os assaltantes cortaram a linha telefônica da cidade, inviabilizando o acesso as imagens, que é monitorado via internet.

O Sindicato fez contato a Caesg, que apresentou novas informações sobre o caso. “A pane no monitoramento ocorreu apenas no sistema de Cândido Sales. Temos as imagens da ação em Condeúba. Houve rapidez na resposta da polícia, inclusive com troca de tiros. Porém, a quadrilha criou um cordão humano e não poderíamos colocar em risco a vida dos reféns. O sistema implantado em Condeúba não é infalível, vamos fazer uma reavaliação e observar possíveis falhas”, respondeu o major Arthur Mascarenhas.

10 sindicatos querem audiência com SSP/BA

A Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe já solicitou uma audiência com o secretário de Segurança Pública do Estado, Maurício Barbosa.

Os 10 sindicatos de bancários da Bahia querem tratar do assunto com o governo, para que novas providências sejam adotadas em relação ao assunto. “Até o momento, já vivenciamos 89 ataques a bancos em nosso Estado. Os banqueiros sequer se mobilizam. Ontem, conseguimos que o Bradesco não abrisse a agência, pois não havia quaisquer condições psicológicas dos funcionários trabalharem. Estamos lidando com vidas humanas e não com máquinas”, denuncia o presidente do Sindicato, Delson Coêlho.