2º Encontro de Teatro do Oprimido da Bahia acontece de 13 a 15 de agosto

Fonte: Jornalista Afonso Ribas Moreira. DRT 0006214/BA

Com oficinas, rodas de conversa e apresentações artísticas, o evento será realizado no campus da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), em Jequié.

Entre os dias 13 e 15 de agosto, o município de Jequié será o principal ponto de encontro de estudantes, artistas, pesquisadores e demais interessados em um dos métodos teatrais mais influentes das artes cênicas brasileiras: o Teatro do Oprimido (TO), desenvolvido pelo dramaturgo e diretor teatral Augusto Boal.

Na cidade cortada pelo Rio de Contas e pelo Rio Jequiezinho, o campus da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) receberá o 2º Encontro de Teatro do Oprimido da Bahia.

Em sua segunda edição, o evento chega ao interior do estado com o tema “Trilhas que se cruzam: o Teatro do Oprimido pela Bahia”. Além disso, celebra os 40 anos de fundação do Centro de Teatro do Oprimido (CTO Rio) no Brasil. A realização é da Rede Baiana de Teatro do Oprimido (RBTO) e da UESB, por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, do Laboratório de Estudos em Dramaturgia e Sociedade (LEDS/UESB) e do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEd/UESB), em parceria com o Colegiado do Curso de Teatro. 

Este ano, o encontro integra a 3ª Semana Teatro do Oprimido em Ação, promovida pela universidade. “Aqui temos o primeiro curso de licenciatura em Teatro com uma disciplina obrigatória sobre o Teatro do Oprimido, o que é muito simbólico, levando em conta o longo apagamento do TO nas universidades brasileiras. Receber os membros da rede certamente será muito enriquecedor para a formação dos estudantes da UESB, mas também para todas as pessoas que vierem participar do evento”, afirma o professor Hayaldo Copque, coordenador do LEDS e membro da RBTO.

A programação contará com oficinas, palestras, rodas de conversa, mesas de debate e apresentações artísticas. As atividades são totalmente gratuitas e abertas à comunidade. Apenas as oficinas exigem inscrição prévia, devido ao número limitado de vagas. Os interessados podem se inscrever até o dia 5 de agosto, por meio do formulário disponível neste link

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Trilhas formativas

O evento começa na quinta-feira, 13, reunindo representantes das entidades realizadoras em uma mesa de abertura. Em seguida, acontece a roda de conversa “Teatro do Oprimido nas Universidades da Bahia”. À tarde, ocorrem as oficinas “Poesia e Estética do Oprimido: construindo insurgências políticas” e “Cabeça Cara – Teatro do Oprimido e Relações Raciais”, além da homenagem aos 40 anos do CTO Rio e da contação de histórias “Nem Só de Pão Vive o Homem”.

Na sexta, 14, as atividades matutinas contam com uma intervenção artística do projeto Teatro do Oprimido em Ação e duas oficinas simultâneas dedicadas à formação de facilitadores de TO e às relações entre o método e a capoeira sob uma perspectiva afrocentrada. No turno vespertino, a programação reúne uma sessão de partilha de experiências sobre arte, educação e direitos humanos e a apresentação do espetáculo de Teatro-Fórum “Os algoritmos são nosso novo patrão?”.

O encerramento, no sábado, 15 de agosto, inicia-se pela manhã com a Assembleia da Rede Baiana de Teatro do Oprimido (RBTO) e a contação de histórias “Maricotinha: uma Contadora de Histórias”. Após o almoço, haverá a performance artística “Corre Neguim”, a continuação da oficina de formação de facilitadores, a oficina AfeTO, que une teatro, palhaçaria e arteterapia, além do relato de experiência sobre a formação do coletivo Pé de Poeta e a peça “África em Nós”. O espetáculo de Teatro-Fórum “O Pregador” encerra o encontro.

Os demais detalhes da programação, como horário e local de cada atividade, podem ser conferidos em https://www.instagram.com/p/DbEbmmnFmZV/?img_index=4&igsh=aXhpbnF4ZGZocGpy