Oficinas gratuita de dança e teatro no Memorial da Câmara

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Parceria entre Câmara, WS Núcleo de Pesquisa e Catrop abre Memorial para oficinas gratuitas de dança e teatro

A Câmara Municipal de Vitória da Conquista, por meio do Memorial Câmara, acaba de selar uma importante parceria cultural com o WS Núcleo de Pesquisa, Treinamento e Criação e a ONG Carreiro de Tropa/Catrop.

A iniciativa é fruto da audiência pública que debateu o Teatro Amador e Profissional, ocorrido no último dia 06 de junho, no plenário Carmen Lúcia e transformará as dependências do Poder Legislativo em um polo de formação artística, com a oferta de aulas semanais gratuitas de dança e artes cênicas abertas a toda a comunidade.

A parceria reforça o compromisso do legislativo conquistense em atuar não apenas na esfera política, mas também como um agente ativo de fomento, preservação e democratização da cultura local.

As atividades acontecerão todas as quintas-feiras, das 19h às 21h30, sendo voltadas para jovens e adultos na faixa etária dos 14 aos 99 anos.

O acesso é totalmente aberto ao público.

Para o presidente da Câmara Municipal, Ivan Cordeiro, a iniciativa cumpre o papel constitucional da Casa de aproximar o cidadão do patrimônio público por meio da arte.

“A Câmara é a casa do povo, e nós entendemos que promover a cultura é uma forma fundamental de exercer a nossa função social.

Abrir as portas de um espaço tão emblemático para que nossos jovens e adultos tenham acesso gratuito à dança e ao teatro é democratizar a arte e valorizar nossa identidade.

Queremos que a comunidade ocupe este poder e respire a riqueza cultural da nossa terra”, declarou.

Fundada em 2007 em Vitória da Conquista, a ONG Carreiro de Tropa/Catrop, presidida pela historiadora e museóloga Maris Stella Schiavo, é uma organização não governamental de referência nacional como Ponto de Memória do Tropeirismo dedicada à preservação, difusão e valorização do patrimônio cultural tropeiro do sudoeste baiano.

Com forte atuação na região do antigo Sertão da Ressaca, a entidade destaca-se pela salvaguarda da memória histórica e das raízes identitárias do sertão.

Seu trabalho resgata a relevância dos antigos condutores de tropas como agentes formativos e integradores do território nacional, protegendo esse legado por meio da oralidade, das manifestações artísticas e de acervos culturais históricos.

Com mais de 20 anos de atuação na cena artística de Vitória da Conquista, o projeto é coordenado pelo experiente profissional Wagner Silveira, graduado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Técnico em Artes Cênicas e pesquisador do movimento corporal. As oficinas integram o WS Núcleo de Pesquisa, Treinamento e Criação em Dança Butô Sertão. 

A metodologia diferenciada unirá o rigor analítico do sistema internacional Laban Movement Analysis (LMA) à poética expressiva do teatro físico.

De forma prática e dinâmica, os participantes terão contato com uma rica gama de conhecimentos que incluem Dança-Teatro, Teatro Físico, Dança Butô, Mímica Corporal, Clown, Dramaturgia Corporal, Teatro do Oprimido e Contato Improvisação.

Palco da história viva de Conquista – As atividades serão realizadas no antigo prédio da Câmara de Vereadores, edifício construído em 1910 pelo notável mestre-de-obras Luiz Alexandrino de Melo (o popular Luiz Pedreiro) e com madeiramento esculpido pelo artífice Antônio Zabelê.

Localizado na histórica rua Zeferino Correia (antiga Rua Grande), o imóvel – que hoje sedia o Memorial Manoel Fernandes de Oliveira e a presidência da Casa – carrega em suas paredes a própria história social e política do município.

O casarão já serviu como residência, hotel de luxo, Fórum e sede da Justiça do Trabalho antes de ser adquirido pelo município na década de 1960.

Recentemente tombado por unanimidade pelo Conselho Municipal de Cultura (CMC), atendendo a pedido da presidência da Casa, devido ao seu inestimável valor histórico, o casarão é um dos exemplares mais robustos do estilo arquitetônico Ecletismo no interior da Bahia.

Entre as suas singularidades, destacam-se a forte simetria, quatro estátuas de deuses mitológicos (Apolo, Mercúrio, Diana e Júpiter) que enfeitam o telhado e sacadas superiores em forma de púlpito de igreja, característica barroca considerada raríssima na arquitetura civil brasileira.