Fevereiro Laranja chama atenção para a leucemia

Campanha reforça diagnóstico precoce e doação de medula óssea

Texto e imagem Assessoria de Imprensa: Cinthya Brandão//Carla Santana
Fevereiro ganha a cor laranja para alertar a população sobre a leucemia, câncer que afeta o sangue e a medula óssea e pode evoluir de forma silenciosa.
Na Bahia, a média é de cerca de 927 mortes por leucemia por ano, segundo levantamento da Secretaria da Saúde do Estado, um indicador que reforça a importância da informação, do diagnóstico precoce e do acesso rápido ao tratamento.
No Brasil, a leucemia soma cerca de 11 mil novos casos anuais, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), mantendo-se entre as neoplasias hematológicas mais incidentes do país.
A doença pode atingir pessoas de todas as idades, com maior prevalência entre crianças e idosos, e apresenta diferentes tipos, com variados comportamentos e respostas ao tratamento.
Sinais que não devem ser ignorados
Para a hematologista Liliana Borges, coordenadora do serviço de hematologia do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), a atenção aos sinais iniciais faz toda a diferença.
“A leucemia pode começar com sintomas comuns, como cansaço persistente, palidez, infecções recorrentes, febre sem causa aparente e sangramentos ou manchas roxas pelo corpo.
Muitas vezes, um simples hemograma já levanta suspeitas importantes”, explica.
Segundo a especialista, a demora na procura por atendimento ainda é um dos principais desafios. “Muitos pacientes chegam ao serviço especializado com a doença em estágio avançado.
O Fevereiro Laranja cumpre um papel fundamental ao levar informação clara à população e estimular a realização de exames de rotina”, afirma.
Diagnóstico precoce e tratamento adequado
Embora não exista uma forma específica de prevenção para a leucemia, hábitos saudáveis — como evitar o tabagismo, reduzir a exposição a agentes químicos, manter alimentação equilibrada e realizar acompanhamento médico regular — ajudam a reduzir riscos e a fortalecer o organismo.
O diagnóstico é feito por exames laboratoriais, especialmente o hemograma, e, quando necessário, pela análise da medula óssea, que permite identificar o tipo da doença e orientar o tratamento adequado.
O tratamento da leucemia varia conforme o tipo, a fase da doença e as características do paciente.
As abordagens podem incluir quimioterapia, utilizada para destruir células cancerígenas; terapias-alvo, que agem de forma mais específica sobre alterações genéticas das células doentes; e imunoterapia, que estimula o sistema imunológico a combater o câncer.
Em casos selecionados, o transplante de medula óssea é indicado e pode representar a principal chance de cura, sobretudo em leucemias mais agressivas ou resistentes ao tratamento convencional.
Doação de medulas
Segundo Liliana Borges, ampliar o número de doadores é tão importante quanto diagnosticar cedo.
“Cada novo cadastro aumenta a possibilidade de encontrar um doador compatível.
Doar medula é um ato de solidariedade que pode representar a continuidade da vida para alguém”, destaca a hematologista do HMDS.
No Brasil, o cadastro de doadores é realizado por meio do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME).
No cenário mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que, apesar dos avanços terapêuticos, as leucemias ainda figuram entre as principais causas de morte por câncer hematológico.
Diante desse contexto, o Fevereiro Laranja surge como um chamado coletivo para transformar informação em atitude, fortalecendo o cuidado, a prevenção possível e a empatia com quem enfrenta a doença.

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