Reta final para o ENEM: vale mais fazer questões novas ou revisar os erros?
Professora explica como analisar questões erradas pode ajudar a identificar dificuldades e tornar os estudos mais estratégicos antes da prova
Foto: Freepik. Fonte: Assessoria de imprensa – Anhanguera. Por Priscila Dezidério |
Com a aproximação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2026, marcado para os dias 8 e 15 de novembro, surge uma dúvida comum entre os estudantes: na reta final, é melhor continuar resolvendo novos exercícios ou voltar às questões que já foram feitas e entender os próprios erros?
Segundo Mirthis Czubka de Abreu, coordenadora de Pedagogia da Faculdade Anhanguera, as duas estratégias têm espaço na preparação, mas revisar os erros pode ajudar o estudante a identificar dificuldades que continuam se repetindo.
“Quando o aluno apenas confere o gabarito e passa para a próxima questão, perde uma informação importante sobre o próprio aprendizado. O erro pode mostrar se é necessário revisar um conteúdo, melhorar a interpretação ou até mudar a forma de resolver determinado tipo de questão”, explica.
Entender por que errou faz diferença
Nem todo erro tem a mesma origem. O estudante pode errar porque não domina o conteúdo, interpretou o enunciado de maneira equivocada, se distraiu ou teve dificuldade para administrar o tempo.
Identificar esses padrões permite direcionar melhor a revisão. Se várias questões erradas envolvem o mesmo conteúdo, por exemplo, pode ser mais eficiente voltar à teoria antes de continuar fazendo exercícios semelhantes.
Uma estratégia simples é manter um registro das questões que geraram dificuldade, anotando o conteúdo cobrado e o motivo do erro. O objetivo não é acumular exercícios, mas perceber quais dificuldades aparecem com maior frequência.
“Dois alunos podem errar a mesma questão por razões completamente diferentes. Entender a origem do erro é o que permite transformar aquele exercício em uma ferramenta de estudo”, afirma a professora.
E as questões novas?
Elas continuam importantes. Exercícios inéditos permitem testar conhecimentos em situações diferentes e podem revelar dificuldades que ainda não haviam aparecido. Simulados também ajudam a treinar resistência, administração do tempo e estratégia de prova.
Por isso, não é necessário escolher exclusivamente entre uma estratégia e outra. Na reta final, elas podem ser combinadas: o estudante resolve novas questões, identifica os erros e retorna aos pontos que ainda precisam ser fortalecidos.
“O número de exercícios resolvidos, sozinho, não determina a qualidade da preparação. Mais importante é entender o desempenho e usar essas informações para decidir onde concentrar o tempo disponível antes da prova”, finaliza.
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