Brasil realiza primeira nefrectomia parcial robótica por telecirurgia neste sábado

Primeira telecirurgia robótica do estado da Bahia acontece no próximo dia 18
O Brasil realizará, no próximo sábado (18), a primeira nefrectomia parcial robótica por telecirurgia, um marco histórico para a medicina nacional.

Fonte: Assessoria de Imprensa: Cinthya Brandão//Carla Santana
O procedimento será conduzido a partir de Salvador pelo urologista e cirurgião robótico Dr. Nilo Jorge Leão, coordenador do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR), em um paciente localizado em Campo Grande (MS), a cerca de 2.380 quilômetros de distância.
A cirurgia contará com a supervisão local do urologista Bruno Rosa.
A iniciativa integra o programa do IART – Instituto de Anatomia Robótica e Treinamento e representa um avanço significativo na incorporação da telemedicina de alta complexidade no Brasil, ampliando o acesso a procedimentos especializados em regiões distantes dos grandes centros médicos.
“Estamos diante de um avanço que redefine os limites da cirurgia. A telecirurgia robótica permite levar expertise a qualquer lugar, com segurança e precisão, beneficiando diretamente o paciente”, afirma o Dr. Nilo Jorge Leão.
A realização do procedimento reforça o papel do Brasil no cenário internacional da cirurgia robótica e abre caminho para a expansão de práticas inovadoras que podem transformar a assistência médica no país.
A nefrectomia parcial é indicada para a retirada de tumores renais preservando o restante do órgão, o que contribui para a manutenção da função renal.
Com o uso da tecnologia robótica, o procedimento ganha ainda mais precisão, com movimentos estáveis e visão ampliada em alta definição, permitindo intervenções menos invasivas e mais seguras.
Entre os principais benefícios para o paciente estão menor sangramento, redução do tempo de internação, recuperação mais rápida e menor risco de complicações pós-operatórias.
A associação com a telecirurgia amplia essas vantagens ao possibilitar que especialistas atuem remotamente, rompendo barreiras geográficas e democratizando o acesso à medicina de ponta.


