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Cão de apoio emocional: professora da Unex explica benefícios e os cuidados necessários com o animal

Fonte: Emily Nery. Imprensa Unex


Médica-veterinária esclarece dúvidas sobre o papel desses animais e desfaz confusões comuns envolvendo cães de apoio emocional, de serviço e cães-guia


Cada vez mais presentes na rotina de pessoas que vivem com ansiedade, depressão e outras condições que afetam a saúde mental, os cães de apoio emocional vêm ganhando espaço por contribuírem para o bem-estar e a qualidade de vida de seus tutores. Embora a presença desses animais seja cada vez mais comum, ainda há muitas dúvidas sobre sua atuação.
 

Segundo a professora da Unex Vitória da Conquista e médica-veterinária Vitória Nogueira, um dos equívocos mais frequentes é tratar como sinônimos os cães de apoio emocional, os cães de serviço e os cães-guia, embora cada um desempenhe funções específicas.
 

“Enquanto o cão-guia é treinado para auxiliar pessoas com deficiência visual durante a locomoção, o cão de serviço é preparado para executar tarefas específicas para pessoas com deficiência física, sensorial, intelectual ou psiquiátrica, como alertar sobre crises, buscar medicamentos ou auxiliar na mobilidade. Já os cães de apoio emocional atuam oferecendo conforto e suporte emocional aos tutores, sempre como complemento ao acompanhamento profissional quando necessário” explica a professora.
 

O principal papel do cão de apoio emocional é oferecer conforto e estabilidade ao tutor por meio da convivência diária. A presença do animal pode contribuir para reduzir sentimentos de ansiedade, estresse e solidão, além de proporcionar segurança e acolhimento emocional em momentos de maior vulnerabilidade. No entanto, isso não significa que qualquer cachorro esteja apto a exercer essa função.
 

Segundo a médica-veterinária, nem todo cão possui o perfil comportamental ideal para atuar como apoio emocional de forma saudável. Animais mais equilibrados, sociáveis, tolerantes a diferentes ambientes, com baixa reatividade e boa capacidade de adaptação tendem a desempenhar melhor esse papel.
 

Vitória ressalta que existe uma diferença entre um pet que faz bem emocionalmente ao tutor e um cão de apoio emocional. “Muitos cães são grandes companheiros e ajudam naturalmente seus tutores em momentos difíceis, mas isso não transforma automaticamente qualquer animal em um cão de apoio emocional reconhecido ou preparado para determinadas situações”, explica.
 

O bem-estar animal
 

A médica-veterinária também alerta para a necessidade de observar o bem-estar do próprio animal. Alterações de comportamento, problemas recorrentes de pele, apatia, perda de apetite e lambedura excessiva, principalmente nas patas, podem indicar estresse ou sobrecarga emocional.
 

“Quando o cão é exposto constantemente a ambientes, pessoas ou demandas além do que consegue suportar, ele pode entrar em sobrecarga emocional. Respeitar os limites do animal é um ato de cuidado”, destaca Vitória.
 

Entre os erros mais frequentes cometidos pelos tutores estão ignorar o temperamento do pet, levá-lo a locais movimentados sem adaptação, forçar interações com pessoas desconhecidas, negligenciar momentos de descanso e deixar de realizar o acompanhamento veterinário e comportamental. A especialista ressalta ainda que é preciso evitar a humanização excessiva dos animais.
 

“Cuidar bem não é sinônimo de tratar o pet como um ser humano. É preciso respeitar suas necessidades naturais, permitindo que explore o ambiente, utilize o olfato e expresse os comportamentos próprios da espécie”, afirma a professora.}

Além de orientar sobre os cuidados necessários para garantir a saúde e o bem-estar dos animais, a Clínica Veterinária da Unex Vitória da Conquista oferece atendimento à comunidade e contribui para a formação prática dos estudantes do curso.