Professores da Uesc estão entre os melhores cientistas de Ecologia e Evolução do Brasil

Professor Jacques Hubert Charles Delabie. Fonte Ascom UESC

Reconhecimento internacional destaca pesquisas sobre biodiversidade, conservação ambiental e sustentabilidade no sul da Bahia

Os professores Jacques Hubert Charles Delabie e Deborah Faria, ambos do Departamento de Ciência Biologicas, da Universidade Estadual de Santa Cruz, (Uesc), foram classificados entre os melhores cientistas brasileiros na área de Ecologia e Evolução pela 5ª edição do ranking internacional da Research.com.

O levantamento utiliza dados bibliométricos das plataformas OpenAlex e CrossRef, além de outras bases especializadas, considerando critérios como citações, publicações e o D-Index, indicador que mede o impacto científico em áreas específicas de atuação.

Com quase cinco décadas dedicadas ao estudo das formigas, da biodiversidade e da conservação ambiental, Jacques Delabie (84) destacou que o reconhecimento representa um marco em sua trajetória científica.

O pesquisador ressaltou a relevância dos estudos desenvolvidos na região cacaueira do sul da Bahia, especialmente sobre a conservação das “cabrucas” (sistema agroflorestal tradicional do sul da Bahia em que o cacau é cultivado sob a sombra das árvores nativas da Mata Atlântica) e da Mata Atlântica.

Segundo ele, o trabalho realizado em parceria com colegas e estudantes da Uesc e de outras instituições contribui para ampliar o conhecimento científico e fortalecer ações voltadas à preservação ambiental diante das mudanças climáticas e do avanço de modelos agrícolas mais agressivos.

A professora Deborah Faria (110) também se destaca internacionalmente por pesquisas voltadas à conservação da biodiversidade, ecologia da paisagem, uso da terra e serviços ecossistêmicos.

Sua produção científica reúne estudos sobre sistemas agroflorestais de cacau, mudanças climáticas e conservação da vida selvagem, publicados em importantes periódicos internacionais da área ambiental.

De acordo com os pesquisadores, o reconhecimento fortalece a visibilidade da produção científica desenvolvida na Uesc e evidencia a contribuição das pesquisas realizadas no Nordeste brasileiro para os debates globais sobre biodiversidade, sustentabilidade e conservação dos ecossistemas tropicais.